POEMA EM MULHER-WWW

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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

VITÓRIA ALADA : ottogribel.blogspot.com

O apóstolo Paulo, santo manco e doente, no seu cristianismo arrevesado, diz que que última vitória será contra a morte em uma de suas epístolas (Coríntios). Essa asserção absurda, não passa de um contra-senso levado ao limite extremo do desvario. É necessário compreender que naqueles tempos sem luz(elétrica), com noites triste e sem TV e outros entretenimentos, que não fossem as festas, um homem com doença bipolar ou em depressão, não teria diversão, nem tampouco encontraria prazer em nada, exceto nos delírios de sue intelecto infeliz.
Sem mulher, sem amor, sem filho ou filha que mitigasse a solidão inenarrável que todo ser humano encontra pelo íngreme caminho que é a vida humana, um pobre homem doente, manco, infeliz, solitário e sem carinho ou amor de fato a dar ou receber, não descesse aos abismos da loucura, ainda mais encontrando um contexto favorável de pessoas derrotadas e cheias de rancor contra a sociedade da época.
Se a morte fosse vencida, tal qual sonhava o apóstolo em seu desespero e insatisfação, e mesmo ainda alimenta esse sonho nossa vã ciência e tecnologia, o que seria do mundo?
Primeiro, se ninguém morresse mais, ou ressuscitasse, seria anti-econômico para a sociedade e para a natureza; não caberiam pessoas na terra e teríamos que cultivar outro planeta ou satélite; porém, ainda hoje não há tecnologia disponível para tanto.
Depois, a natureza programou o corpo para a morte ( o homem é "um ser-para-morte", no dizer pomposo do discursivo filósofo alemão Heidgger, autor de "O Ser e O tempo", dentre outras obras algo místicas com uma perspectiva filosofante e por vezes, quase sempre inútil).
Temos uma biologia e uma fisiologia, uma química, uma eletricidade e uma anatomia no ventre, outra quando recém-nascidos, outra durante a infância, ainda outra no transcurso da juventude, mais outra na maturidade e , por fim, outra na velhice e na morte.São fases e faces diversas, que nos carregam para crescer, para a vida e, depois, paulatinamente, para a doença e a morte. A face da velhice já tece a máscara mortuária e o corpo a mortalha.
A morte é tão essencial e fundamental para a natureza quanto a vida. O fato de as religiões , e as ciências, esperançosas uma em Deus e a outra na tecnologia ( uma deusa moderna), fez com que criássemos primeiramente Deus como um desejo nosso de algo superior e que tenha o poder de manipular a natureza com milagres, pois a Deus atribuímos a criação do universo ( os físicos ao BIG-BANG, que pode se metaforizar politicamente em outro nome de Deus para não despertar do sono as consciências dorminhocas, as Belas Adormecidas à espera do príncipe beijoqueiro e palerma).
A natureza, que é o deus adorado no paganismo, pelos camponeses e silvícolas, na forma de inúmeros deuses e deuses, símbolos arquetípicos formadores da mente humano, esse enorme símbolo que recolhe os demais e os coordena,; a natureza, representadas nesses deuses depois que o pensamento humano foi-se afeiçoando aos símbolos naturais, compreendendo-os e conceituando-os conforme os interesses culturais e políticos de cada cultura, a natureza é a religião primeva e real. Fez o individuo para a travessia da vida até a morte, encontrando no meio desse processo vital a maior força vital que existe, que é o amor, acasalamento, procriação, para a perpetuação da espécie, pois a espécie é um conceito natural, buscado na natureza, cujo finalidade é perpetuar-se indefinidamente.
Desse conceito natural de espécie se originaram os conceitos religiosos de reencarnação ( os progenitores sobrevivendo na prole ) e de ressurreição ( o levantar-se da morte na vida da prole e dos descendentes desta).

POLUIÇÃO INDIVIDUAL : ottogribel.blospot.com

A singela fumaça do cigarro, que gira no ar, deixando uma esteira de rastos em rodopios ( e pios do fumante que tosse e rodopios da fumaça na janela do vento), está incomodando o mundo dos tolos e fazendo o seu papel de vilão ou bode-expiatório.
Na realidade, o monóxido de carbono fumado compulsoriamente por todos os narizes, avisados ou desavisados, é o que as grandes indústrias "respiraram" tranquilamente no ar; e o expelem sem serem perturbados por seus lacaios da mídia nem tampouco pela estúpida "opinião pública", de médicos pagos para serem cegos e sem olfato para sentirem enxergarem a origem nas chaminés dos "Papais Noéis" empregadores que, em troca de um salário que é o troco da miséria para os proletários e um pouco mais para seus lacaios e policiais vestidos de branco médico ou negro advogado em juízes e advogados de beca, que ficam cegos como sói à justiça graças a alguns bons trocados melhores nos vencimentos.
As indústrias podem fumar á vontade, poluir seus pulmões de lacaios e operários, pois elas pagam seus salários e compram consciências tranqüilas, bem alimentadas acima da miséria do povo. de mais a mais, não é a saúde que faz a riqueza de alguns profissionais, mas sim a doença.Quanto mais doente o povo, mais paciente e estúpido e medrosos ficam. Vítimas fáceis, consciências adormecidas nas drogas legais ou ilícitas, que alimentam o submundo e enriquecem o "super mundo".
O capital (olá, Karl Marx!!!, boa noite eterna em seu sono!), que é o "diabo" que representa o capitalista (assim ambos, capital e capitalistas ficam sendo nada, não são pessoas, graças a essas palavras abstratas, que limpam e lavam todos os crimes cometidos com a consciência serena, pois tudo está na lei pintada, caiada com brancas utopias de paz e beleza ; destarte, desta arte da palavra, não perturbam os inocentes de branco e preto, que dançam seu círculo chinês de Yin/Yang, nem tampouco o povo, o gigante bobo adormecido na fronha da consciência).O diabo está exorcizado em palavras sacramentais.
Tudo, como sempre, pelos séculos e milênios, sobra para os ombros do povo e do indivíduo. A culpa pela poluição, pelo câncer, pelos diabos soltos e voantes na fumaça do cigarro de um indivíduo que bebe sua cerveja no bar, tudo é culpa dele, inclusive porque ele faz dos outros fumantes passivos, que podem morrer de câncer, graças o indivíduo que fuma. É a velha estratégia de guerra do bode-expiatório : alguém, o indivíduo, tem que arcar com as conseqüências das mazelas sociais ( o que é social, do capital, são apenas mazelas; o que faz o indivíduo, o mínimo que seja, é logo levado ou à esfera do crime ou dos males ocasionados à saúde pública ou à saúde de outrem : à macilenta saúde do fumante passivo, o único culpado pela poluição ocasionada pelas grandes indústrias, que não poluem somente o ar, mas o mar, os rios de água doce que o povo bebe, a cachaça , o próprio cigarro fumado, os alimentos eivados de pesticidas, fungicidas e tudo que é "cida", de tudo que mata, leva o corpo humano à decadência, às doenças degenerativas, dentre as quais o câncer é uma das mais conhecidas ).
A sociedade que fuma em indústrias têm dinheiro demais para pagar impostos ( pagar políticos, corrupção, que isso é o que pagam os tributos: o custo da corrupção, o custo de manter pessoas, atores inescrupulosos no poder é o custo da corrupção, que no fim é paga pelo indivíduo em dinheiro, na forma de tributos e , posteriormente, com a própria vida).
É preciso lembrar a todos os tolos que se preocupam com o fumante e com o fumante passivo (que exerce seu direito de viver mais ou menos tempo, ou não, pois todo organismo é único, exceto o organismo abstrato dos médicos incipientes, e nem todos os fumantes morrerão de câncer, sejam ativos ou passivos, Uni/Tanga; direito ficto que lhes é negado, porquanto são colocados no ostracismo, desviando a realidade dos fumantes industriais que assim fumam em chaminés com a consciência tranqüila de quem paga impostos para que a população possa morrer em paz enquanto eles ficam cada vez mais ricos em paz com as polícias montadas em si mesmos, vestidas de branco, preto, amarelo, verde ou com sotainas e solidéu); mister lembrar ainda que o indivíduo somos nós, cada um de nós, quer sejamos soldados, escritores, esportistas, padres, pastores, médicos, enfim, que somos nós os indivíduos atingidos por esses petardos, essas bombas, mas somente somos indivíduos se pensamos por nós mesmo e não com cabeças coroadas com o chapéu das doutrinas (que são pensamentos alheios e que , por serem alheios, alienígenas, fora de nós, nos alienam, nos levam à loucura; quando pensamos com o chapéu de burros das doutrinas já deixamos de sermos nós mesmo, de sermos indivíduos e passamos a rezar na cartilha de algum vigarista mais ou tão ignorante e alienado como nós, que deixamos de ser, que já não somos nós, mas um produto que a doutrina de uma instituição ou empresa comprou caro ou barato).
Quando o ser humano se aliena (se vende, se entrega) a um banco de doutrinas, que trocam seu pensamento pelo pensamento das doutrinas da institucional, ele está falido enquanto ser pensante e humano, não importa se se vende a Jesus ou para quem fala em nome de Jesus ou outro mestre.
Na realidade, ele não está se vendendo a Jesus, que não compra ninguém, mesmo porque já morreu há muito tempo e somente serve de alicerce à instituição que tem o poder de comprar e vender almas tolas no mercado dos infelizes escravos das vontades dos líderes e donos daquela instituição que diz operar em nome de Jesus, mas que trabalham como empresa dos membros da instituição.
Os médicos bem pagos, principalmente com o "status social" de grandes médicos, célebres e, em função disso, ricos, em conjunto inconsciente, graças ao dinheiro, que é o "incosnciente dinheiro coletivo", bem como outras autoridades estúpidas graças às bençãos dos deus "Stautus e à deusaCelebridade" que trazem consigo a "Pedra Filosofal", que tudo trasnforma em ouro e dinheiro e poder ( e mulheres! e consumo! e ilhas e samoa no Pacífico!)), operam o milagre de fazer crer ao próprio fumamnte que é ele, indivíduo, que polue o planeta e não os bilhões ( ou trilhões, ou quatrilhões de Tio Patinhas!) de cigarros que são fumados pelas indústrias, ininterruptamente, dia e noite, no círculo completo de Yin e Yang, na máscara preta e branca do Yin e Yang chinês, que o que eles fumam não é nada, que somente o mísero cigarro fumado pelo operário da indústria é que causa todo os males do mundo; que o cigarro que aquele bênbado está fuamando agora no boteco da esquina é aquele propalado o movimento da asa de uma borboleta de fumaça que vai afetar o outro lado do planeta e até o cosmos com suas galáxias! (ai! Teoria do Caos no caos do cérebro humano!) ; no que tange aos quatrilhões de cigarros fumados pelas indústrias poluentes, que até poluem a água, e não somente o ar e os pulmões do pobres, essas fábricas divinas e caridosas dos capitalistas alimentam a mesa dos trabalhadores : é o "pão nosso de cada dia", que deve ser rezado de joelhos a cada dia.
Ah! como faz bem os cigarros fumados pelas indústrias que alimentam o proletariado com câncer!!!

O ZORRO E A FÁBULA : vodkagribel

O zorro é uma palavra espanhola para designar a raposa.Sobre a raposa existem diversas fábulas, que começam com poetas e eruditos franceses. Elas tiram o zorro (a raposa) do mato e a põem na cidade, sob as vestes talares da fábula, com o fito de ocultar o sexo, a lascívia que respiram as fábulas.
A fábula serve para falar de sexo, é um eufemismo sexual, no tempo em que a loucura da Igreja imperava com seus santos ofícios e seu veneno ofensivo de ofídio. A fábula escondia o diabo ( nome disfarçado para sexo, lascívia, prazer carnal, sendo a luxúria simbolizada na mulher e no diabo, simultaneamente, cuja paixão era o sexo, sexo animal. Carregaram de tensão sexual a mulher com a luxúria e o diabo, toda a sensualidade da idade Média dos padres estava nesse "casal" : a mulher e o diabo. Íncubos e súcubos). Aliás, sexo, diabo e animal ainda tem essa carga na linguagem e no idioma. O cristianismo satanizou o sexo e pintou o diabo com o bode com chifre e cauda, que era o fauno, o sátiro que corria nas bucólicas terras da Grécia antiga ( nas terras mitológicas, evidentemente, onde os poetas o cantaram para fazer sexo através da palavra: daí o sexo se transforma no produto industrializado pelo cristianismo como "amor", algo inconcebível fora da loucura. Mas se o cristão no mundo é a loucura e o representante do diabo desenhado em bode...).
O diabo da igreja nos fez esconder o sexo e a sexualidade até no casamento ( onde, depois de um tempo, não há mais sexo, mas enfado, tédio ), nos fez não tirar a roupa sexual até na alcova de núpcias e durante todo o lapso de tempo que dura um enlace matrimonial. A igreja castrou com traumas homens e mulheres.
A fábula podia livremente representar o sexo como deve ser ; o sexo animal, com o animal da fábula, o Renart, que narra as aventuras de um espertalhão ( a raposa) que a todos engana com a sua "máscara" social ( a face da hipocrisia é a máscara social, que todos temos que vestir às vezes, se não à maior parte das vezes, para sobreviver aos predadores no poder, sempre vigilantes como panteras a surgir de uma emboscada nas trevas da lei).
A fábula é a estátua em versos ou prosa, em signos, dos deuses antropomorfos e zoomorfos, ou seja, da natureza representada como deuses antropomorfos : é uma forma de luxúria quase imperceptível, tal qual a máscara social, que esconde o zorro da lenda, o homem velado atrás de uma máscara para poder fugir e ludibriar a sociedade predadora, embriagada de poder, sangue, vodca e hipocrisia.
A raposa ( o zorro) na natureza nada tem de esperta ou sagaz, como querem crer a lenda popular e científica, adrede ou não; na realidade, os animais, sem exceção, utilizam-se de sua inteligência exclusivamente para a sobrevivência em meio silvestre.
A lenda, que é a fuga do zorro, do zorro com capa, espada e máscara, que representa o indivíduo sempre perseguido e sempre em fuga dos lobos e cães e sicários pagos para tomar conta do patrimônio dos ricos e da proliferação bestial da pobreza e da miséria nos países nos quais a elite é corrupta e não responde pelos seus crimes, jogando-os antes como carga pesada para os pobres e miseráveis sem emprego, dinheiro ou saída, que não seja, infelizmente, participar como escravos no submundo do crime.
A fábula é a lascívia implícita, ao mesmo tempo que é o crime escrito em todas as letras, porém ilegíveis às bestas de plantão, que não sabem ler, senão aquilo que já está pré-escrito em suas mentes infantilizadas pela educação alienada que receberam nos quartéis, hospitais, escolas, enfim, na maioria das instituições sociais, que visam antes serem parasitas ou predadoras de homens que suas parceiras.

RELIGIÃO DO CAPITAL:ottogribel.blospot.com

Na Idade Média, de onde se originou nossos genes sociais, os cavaleiros formaram Ordens Militares e religiosas como a Ordem dos Cavaleiros do Templo, os célebres Templários, a Ordem dos Cavaleiros de Malta, a Ordem dos Hospitalários, cuja função é similar à da Cruz Vermelha Internacional, e outros, eram o tipo e diversão que levava os jovens à exaltação e a se entregarem durante toda a sua existência ao serviço a uma ordem religiosa ou cavalheiresca, tal qual São Francisco, que é o santo medieval mais celebrado, porquanto foi o mais romântico, ecológico, utopista, idílico ( a vida real dele foi uma catástrofe e seus ideais juvenis foram todos pisoteados pelos frades que tomaram o comando da sua Ordem dos Frades menores que, ao ficar rica, abandonou os ideais ingênuos e idílicos de pobreza e entrou na administração da riqueza patrimonial que amealharam através do carisma do santo de Assis que, passando a vida na ingenuidade, foi relegado a um segundo plano dentro da ordem religiosa que criara e o devorara : assim sói acontecer com pais e filhos., quer sejam os filhos de carne e osso ou filhos metais que se alienam no mundo, fora do pensamento e do esperma do pai, e procuram opor-se á obra do pai como forma de auto-afirmação e perpetuação de sua personalidade ( é o mesmo, na zoologia, que o animal jovem e forte derrotando o animal velho e fraco para ficar com seu território e fêmeas : é a guerra dos pais e filhos, uma batalha que se passa n subsolo do cérebro e do corpo ).
Hoje essas ordens religiosas, que era o esporte e passatempo, o refúgio do jovem medievo, perdeu seu "território' no tempo ( um novo contexto tem novas roupas de osso e carne, bem como sociais e simbólicas´, significativas e significantes); hoje são os times de futebol que dão as cartas, como o barcelona, o Flamengo, o Coríntias, Palmeiras, São Paulo Futebol Clube, Cruzeiro e Atlético Mineiro, grêmio, internacional, Milan, na itália´lia, real Madrid, na Espanha, Chelsea, Manchester , na Inglaterra. São as novas motivações para os fiéis fanáticos´ ( hoje torcedores) da idade contemporânea.
Outro "esporte" medievo foi aquele no qual Francisco de Assis e parte da juventude de Assis, praticava : o anelo pela santidade, que deu lugar à Ordem dos Frades Menores; entretenimento de jovens de pais abastados, entediados da vida, sem perspectivas.
Antes dos nosso genes sociais, que também chamam de memes, os romanos gostavam de ver leões comendo cristãos, que devia ser um espetáculo bem melhor que os da TV ou do cinema; devia ser uma delícia para Nero, Calígula, Augusto, Trajano, Adriano, enfim, para os 12 cézares e o populacho que torcia ora pelo leão ou pelo tigre, ora pelo pobre cristão sozinho com sua fé, que não costumava acabar em amizade com o leão, nem com o abraço ao tigre, que se convertia ao cristianismo, mas com a morte do infeliz cristão aos berros, aos urros de dor para gáudio da platéia.
O entretenimento foi perdendo a graça (sem hipocrisia!): todo mundo gosta da desgraça alheia!) à medida que o dinheiro ganhou o nome pomposo de capitalismo, mui difundido pelo profeta Marx, que mais ensinou a ficar rico ao criticar e analisar os fundamentos do capitalismo. O capitalismo é uma religião contemporânea, cujo profeta é Marx, e o deus o dinheiro.
No Brasil e no mundo, para o povo, no entanto, a religião que serve de lenitivo, pela falta do deus-dinheiro, é a religião do esporte, onde o futebol ocupa um dos lugares mais altos no pódio.

GENOCÍDIO : ottogribel.blogspot.com

Eu sou capaz de matar, de roubar, de furtar, de estuprar, enfim, de cometer qualquer crime, mesmo genocídios, parricídio.Sou matricida, matei minha mãe no ventre.
Eu sou um perigo, sou perigoso demais, por isso faço leis, instituí amarras que evitem que eu destrua os demais seres humanos , mormente aqueles que estão mais próximos de mim. Sou a besta do apocalipse, a fera da selva embuçada sob a capa de um corpo humano pronta a emboscar qualquer um na esquina, na calada a noite, quando urra o lobisomem para a lua enamorada passeando pelos olhares. Sou os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, todos os quatro sou eu, que os descrevi e, destarte, pus os quatro sobre seus cavalos num galope sob lua e sol torrencial dos trópicos. Eu os descrevi em quatro, os fiz viver soprando sobre os signos com que os descrevi e os levantei, tal qual Moisés fez à serpente no deserto.
Outrossim, sou aquele que descrevi o ser de quatro faces, uma de cada lado, olhando e demarcando os pontos cardeais : note, sul, este, oeste, navegando nos ventos tempestuosos da Rosa dos Ventos, a linha rósea. As quatro faces são : a face do leão, também em Gizé, na esfinge; a face de touro, a face de águia e a face humana, que é a minha face por fora, virada ao visível do mundo; contudo, para dentro estão reviradas as três faces : duas de raptores, uma de touro, a expressão de Asterion.
Sou Jacó, o das escadas, nas quais desciam e subiam anjos meus, todos meus lacaios: anjos, arcanjos, querubins. Sou também Jacob do Bandolim. Sou, enfim, o homem, o homem que estava vestido de Jacó, em pele de Jacó, que depois de lutar contra deuses e homens ( de lutar com Deus e homens e prevalecer, sobranceiro), fui denominado num novo batismo de signos de Israel, de onde adveio uma nação poderosa, povo de Javé, sempre porfiando e vencendo os adversários e adversidades, mesmo durante a diáspora.
Sou o homem, o ser do homem que foi Jesus cristo, Maomé, São francisco de Assis, em outra carne, sobre a qual agasalhei meu ser, que, como a espécie e a primavera, ressuscita em cada homem que tenha o mesmo ser, o mesmo olho que tudo vê no mundo
e na sociedade de feras amansadas, domesticadas com o chicote ou a púrpura do dinheiro, que o veste de rei ou mendigo, de São Francisco de Assis ao Rei Lear suscitado pelos olhos que lêem nos signos onde Shakespeare deixou sua alma encoberta, sob a capa do tempo, protegida das intempéries e da morte em galope.

CAVALEIROS TEMPLÁRIOS:ottogribel.blogspot.com

Na Idade dos cavaleiros / na Idade Média Cavaleiros Templários / a cavaleiro do Apocalipse / galopavam céleres / (hoje cavalgam célebres no rastro escrito : história) / ó jesuscristoottogribel / jesuscristottogribel /
No tempo coberto com o pó dos galopes / os cavaleiros templários / cavalgavam no encalço / dos cavaleiros do Apocalipse / ao som do relinchar dos cavalos / dos quatro cavaleiros / ó floraottogribel / deusa em vegetais! /
A paixão do tempo medievo / medrava nas pedras / que subiam em catedrais aos céus / escadas de Jacó / Os jovens como Francesco da pequenina Assis na Úmbria / tinham como esporte andar seminus pela pobreza / cantando sorrindo e pedindo esmolas /enquanto construíam igrejas / e edificam a Igreja de Roma / A Paixão de Cristo sobrepuja a de Eros / ó erosttogribel / Eros era um fauno de outra fauna / dos jardins das Hespérides / campos Elísios / Montes Olimpo / ó faunottogribel / que corria no sátiro / em bucólicas flores de versos / éclogas de Virgílio / ó poetaottogribel / bardottogribel /
A Paixão de Eros / outra paixão de Cristo / porquanto induz ao sacramento do matrimônio / é hoje temperada a fundo com o consumismo / que o profeta Karl Marx previra / em sua lógica preclara / leva os jovens ao esporte do crime / pois essa adrenalina / vicia tanto quanto a adrenalina / que os esportes radicais propicia / ó vodkaottogribel / cervejaletheia /
Hoje o desejo anda solto / pelos Quatro Cavaleiros do Apocalipse / que mataram na fogueira da Inquisição / os pobres Cavaleiros de Cristo / O objeto do desejo está nas vitrines / abertas em casa na forma de televisão / assim como em toda parte / não há como fugir / para o castelo distante da aldeia perdida na mente / ó violinottogribel / onde toca o violonista de chagallottogribel / a tanger a dor / o fim da amada / e o fim dos tempos / no enterro dos Quatro cavaleiros do Apocalipse /
Só existe um cavaleiro / que usa capacete / e se veste a caráter como cavaleiro medieval / mas não é um cavaleiro templário / tampouco um dos cavaleiros do apocalipse / o número da besta que ele monta é 46 / e a besta não é uma besta / porém a pura expressão de toda poesia / que pode acabar com o apocalipse / que pode derrotar o apocalipse / ela paz do esporte / Esse cavaleiro sobre a moto gp da Yamaha / é o Valentino Rossi / um italiano como São Francisco de Assis / duas glórias da Itália apaixonada / ó cavaleiro sobre a moto! / ó Valentino Rossi / um Cavaleiro do não-apocalipse : / valentinorossiottogribel /