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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O ZORRO E A FÁBULA : vodkagribel

O zorro é uma palavra espanhola para designar a raposa.Sobre a raposa existem diversas fábulas, que começam com poetas e eruditos franceses. Elas tiram o zorro (a raposa) do mato e a põem na cidade, sob as vestes talares da fábula, com o fito de ocultar o sexo, a lascívia que respiram as fábulas.
A fábula serve para falar de sexo, é um eufemismo sexual, no tempo em que a loucura da Igreja imperava com seus santos ofícios e seu veneno ofensivo de ofídio. A fábula escondia o diabo ( nome disfarçado para sexo, lascívia, prazer carnal, sendo a luxúria simbolizada na mulher e no diabo, simultaneamente, cuja paixão era o sexo, sexo animal. Carregaram de tensão sexual a mulher com a luxúria e o diabo, toda a sensualidade da idade Média dos padres estava nesse "casal" : a mulher e o diabo. Íncubos e súcubos). Aliás, sexo, diabo e animal ainda tem essa carga na linguagem e no idioma. O cristianismo satanizou o sexo e pintou o diabo com o bode com chifre e cauda, que era o fauno, o sátiro que corria nas bucólicas terras da Grécia antiga ( nas terras mitológicas, evidentemente, onde os poetas o cantaram para fazer sexo através da palavra: daí o sexo se transforma no produto industrializado pelo cristianismo como "amor", algo inconcebível fora da loucura. Mas se o cristão no mundo é a loucura e o representante do diabo desenhado em bode...).
O diabo da igreja nos fez esconder o sexo e a sexualidade até no casamento ( onde, depois de um tempo, não há mais sexo, mas enfado, tédio ), nos fez não tirar a roupa sexual até na alcova de núpcias e durante todo o lapso de tempo que dura um enlace matrimonial. A igreja castrou com traumas homens e mulheres.
A fábula podia livremente representar o sexo como deve ser ; o sexo animal, com o animal da fábula, o Renart, que narra as aventuras de um espertalhão ( a raposa) que a todos engana com a sua "máscara" social ( a face da hipocrisia é a máscara social, que todos temos que vestir às vezes, se não à maior parte das vezes, para sobreviver aos predadores no poder, sempre vigilantes como panteras a surgir de uma emboscada nas trevas da lei).
A fábula é a estátua em versos ou prosa, em signos, dos deuses antropomorfos e zoomorfos, ou seja, da natureza representada como deuses antropomorfos : é uma forma de luxúria quase imperceptível, tal qual a máscara social, que esconde o zorro da lenda, o homem velado atrás de uma máscara para poder fugir e ludibriar a sociedade predadora, embriagada de poder, sangue, vodca e hipocrisia.
A raposa ( o zorro) na natureza nada tem de esperta ou sagaz, como querem crer a lenda popular e científica, adrede ou não; na realidade, os animais, sem exceção, utilizam-se de sua inteligência exclusivamente para a sobrevivência em meio silvestre.
A lenda, que é a fuga do zorro, do zorro com capa, espada e máscara, que representa o indivíduo sempre perseguido e sempre em fuga dos lobos e cães e sicários pagos para tomar conta do patrimônio dos ricos e da proliferação bestial da pobreza e da miséria nos países nos quais a elite é corrupta e não responde pelos seus crimes, jogando-os antes como carga pesada para os pobres e miseráveis sem emprego, dinheiro ou saída, que não seja, infelizmente, participar como escravos no submundo do crime.
A fábula é a lascívia implícita, ao mesmo tempo que é o crime escrito em todas as letras, porém ilegíveis às bestas de plantão, que não sabem ler, senão aquilo que já está pré-escrito em suas mentes infantilizadas pela educação alienada que receberam nos quartéis, hospitais, escolas, enfim, na maioria das instituições sociais, que visam antes serem parasitas ou predadoras de homens que suas parceiras.

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