terça-feira, 12 de março de 2013
BARBATIMÃO(BARBATIMÃO!) - etimologia etimo léxico lexico
Savonarola não é o que consta
da história,
que é uma historieta para três porquinhos
e um lobo de maus bofes, soprano,
mas aspirante a tenor (barítono?!).
Savonarola foi
o que não narra a história
dos príncipes seculares e regulares
para os quais o que conta
são seus interesses mesquinhos,
nem tampouco o objeto abjeto e abelhudo
dos historiógrafos circunspectos
a ponto de provocar riso
em um cadáver.
Não, não é objeto
do "delirium tremens"
dos historiógrafos de Hegiogábalo
ou Elagábalo, da dinastia Severa,
encetada por Septímio Severo.
A história de uns e outros,
senhores da terra e historiadores,
só contam e analisam
alienações marxianas ou hegelianas da mente
de quem lança
tais objetos
sob nomenclatura de um Savonarola,
que não é um,
porém muitos Savonarolas,
nenhum dos quais é de fato
um homem
que foi engolido pela baleia do verbo da época,
nem o prior
que era
à época que espocou,
eclodiu o fenômeno
no corpo de um homem
sob negra sotaina dominicana.
A história dos senhores
e dos seus escravos historiólogos
são lendas, gestas escritas para o príncipe,
o governante da época
seja ele um homem todo-poderoso
ou uma doutrina com seiva de fé
e assento na ciência racional
livre dos outros contextos
que costuram os textos
e que não seja
o seu contexto em texto
de poeta narrando gestas em prosa ou verso,
o que corresponde em formação de batalha
á cavalaria ou infantaria pesada.
( Pior que prior,
só o priorato e o pretor,
o preço do prelado,
do prestidigitador...).
Savonarola era um religioso
altamente intelectualizado,
mas também um fanático,
prisioneiro de uma demência crônica, congênita,
que o vitimou inapelavelmente,
porquanto o Papa o excomungou
e foi, posteriormente,
executado em praça pública,
queimado vivo
frente ao Palazzo Vecchio,
em função de seus diatribes,
sua teimosia, intolerância
e sua severidade doentia.
Aliás, quase a totalidade dos religiosos,
místicos, intelectuais e outros que tais
são políticos com poder mental,
espiritual...enfim,
com poderio encerrado em signos
e símbolos que dominam as mentes
de quem os ouve ou lê,
que impõem ideias e doutrinas
exercendo um domínio absoluto
sobre soluço de seus súditos súplices.
( Seus exércitos ou legiões mentais
marcham em signos e símbolos
e conquistam, quando em campanha,
o pensamento e sentimento humanos
com a flecha do poeta
que esconde seus tratados filosóficos
em versos aparentemente pueris
que, no entanto, assolam
ou varrem da face da terra,
sistemas de pensar,
os quais são mitos
que, inobstante, escrevem o teatro
para que o rito seja cumprido,
encenado sob a letra do mito,
ou seja, diz o que deve o homem fazer
- sub judice
e o que lhe é vetado peremptoriamente
dentro da história traginarrada
com um terço de tarja,
narrativa que se desenrola
em rolos de pergaminho
ou versos tratados sobre o trato do arminho.
Portanto, intelectuais, místicos, retóricos....
são, de fato, e no ato mítico e ritual,
reis perigosos,
em crisálidas de signos
e falenas de símbolos
encobertos pelas mantilhas de trevas da noite,
os quais podem ameaçar a hegemonia
dos reis reais
que subjugam pela força do gládio,
do helicóptero apache,
do tanque de guerra,
dos drones ou dos dromedários
que dão medo no medo,
nos medos e nos persas....
- enfim, os homens que se plantam em tese
em meio ao caminho de outras majestades,
também usam de aparato bélico eficaz
com cavalarianos e infantaria
- que mataria
sem piedade de Maria,
mãe de Jesus,
o filho sem fé de José,
que não era nenhum pastor
conduzindo um fato,
e, outrossim, mataria na pradaria
um bando de bisontes berrantes
não-bisonhos nem bizantinos,
mas bi-sonhos e outras bizarrices extante,
se tanto, que não sei quanto,
nem quantum nem quanta,
tanto quanto e quando
fosse o tamanho do rebanho não-simbólico de homens
- nos cascos!...
sem paz nos pastos).
Savonarola, amantíssima musa,
portentosa medusa,
vivificado até o eterno retorno
das ondas vitais,
quando do plantio da Cassia
em imaginárias aléias pela Via Cassia,
em Roma dos romanos,
era um rei poderoso,
ávido de poder,
cujo reino não era deste mundo,
mas enclavado no universo paralelo
daqueles que ousam pensar,
temerários,imbuídos, embasados em fé,
ainda que sobre seu pensar
paire a Moira
que mora
na Morávia
ou Bavária afora,
fora o foro íntimo,
que intimida o rei Midas
e mudas de mim
esparsas em ervas daninhas ao rés-do-chão
com chapéu de céu
por solidéu ou véu vetusto.
( Quando miro-me nos seus olhos
que tem desenhos exóticos
num rasgo de arte japonesa
vejo-me dentro deles
vestido com uma sotaina de frade negro,
mas sou um basilisco
que não é mitológico
senão quando não está
postado entre o amor
a nos amalgamar
e a morte a separar
o corpo de algo
que o anima
e deixa-o belo:
A morte é hedionda,
pior que o prior
e todo o priorato
- e de que duas medusas
e dois basiliscos
que acaso se enfrentam
para trazer o ocaso
quando não sabem a mar
- e amar a ponto de orvalho
nos umidificar
no barro e na água
de um fruto
do nosso encontro íntimo
- e feliz em flor no frontão
da catedral que é o nosso corpo
em junção de milhões de corpos retorcidos,
cozidos no negro
- dos lacertídeos
amealhados para formar
uma catedral negra
- noiva da morte
que grita na primeira carpideira(carpideira!),
que, no transcurso escuro do drama da "Pietà",
é o primeiro violino em voz lacrimosa
de uma mãe que perdeu seu filho
para o ventre escuro da terra!...:
o filho que passou
- entrou pelo ventre escuro
de seu corpo
em atos de amor febril...
ò Senhor, dá-me piedade da Piedade!...
- que esta mãe
é muito mais que a Piedade
- que as Piedades!..
de um avida inteira ímpia
- ou pia qual Maria,
a mãe do salvador).
Deixa, que esqueço Savonarola,
na sua barcarola de atilados Átilas,
e deixo endechas
ao prantear a morte de meu sobrinho
que faleceu ao 24 anos
vitimado pelo mal do século : o médico,
assassino que mata por envenenamento
com drogas lícitas.
Desassisados que recebem título de doutor
quando o douto é o filósofo
que sabe da razão
ou "Scientia rationis!"
e o poeta acurado no sentimento
de um mundo que acusa
a "cognitio fidei"
de um pontífice partícipe da sabedoria
e do conhecimento do mundo
e dos ultramundos
que se derramam
em cósmica visão
de um simples "Sabah"
ou nos hiero gamos,
já curvados pelo tempo
e pela equação de Einstein,
que se busca em luz
na constante de Max Planck...
Oh! hoje, quero a luz
da estrela apagada
na alma violentada
do meu sobrinho morto
pela mão do torto,
à sinistra, no sinistro;
e do destro,
à direita do Direito
sem Obrigações para nababos
e quiabos com baba
que caiba na queixa com barbatimão(barbatimão!)
e ameixa com queixa desleixada,
deixada às queixadas nas endechas
que não deixam o chão.
( Do opúsculo em versos tortos para os náufragos que somos após bater no arrecife, o que não escolho : "Endechas com Voz na Primeira Carpideira que não Encetou o Coro Lacrimoso do Primeiro Violino, mais Soturno que Toda a Melancolia...").
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domingo, 10 de março de 2013
BALCÃS(BALCÃS!) - etimo etimologia
O homem somente precisa saber amar.
O resto é futilidade.
( O amor é frugal assim,
ó escatológico Aristóteles,
homem do bom fim
e do sumo bem : a felicidade.
- A mulher?!).
A mulher já sabe amar
por isso pode se dar ao luxo
de ser - fútil?,
porquanto é muito útil
e se junta ao agradável
e às vezes ao desagradável
quando não está afável.
Esse ser impenetrável,
doce, mas com travo amargo
de amargas ervas daninhas
que não deixa a terra
se tornar maninha.
Ouço a bravata
da satisfação plena
"ou seu dinheiro de volta"
e concluo e incluo,
ó demônios Íncubos e Súcubos,
que acaso me lêem...
- concluo que sempre,
junto ao não-molho da sempre-viva,
melhor para a vida,
que é o desabrochar para o belo
e o despertar para a verdade
ou para a bela Aletheia,
- que é de bom tom
( um tom Jobim! no cancioneiro...)
que se deixe
algo ou tudo inconcluso,
incluso os autos
e a utopia dos arautos
a fim de que a vida
não se acabe
em tédio suicida
ao amarelar do outono
na queda do anjo das folhas caducas
e flores fenecidas.
De bom tom, Tom,
que tudo não se acabe
assim feito o feito
da obra de Kafka
com afta ou sem afta.
( Pergunte ao universo
de Drauzio Varella
que ele há de esclarecer com varíola
ou, quiçá, com varicela).
Escuto no culto inculto,
quase íncubo
( - e quase sucumbo!),
que o mundo está tomado
- todo tomado por fora
pelas hostes de Átila, o Huno, Gascões...
e não há por onde passar,
fugir, nem por água de nautas sem naus,
timoneiros sem timão ( - e pumba! : morreu a pomba).
Não há como escapar,
estamos sem escapismos românticos.
Vamos, então, por Santo Antão!,
pintando em tentação por Salvador Dali
e visto por meu ego daqui,
- vamos entrar para dentro de casa
retomar o caminho de casa
- da casa que somos e erigimos
por dentro de nós
com quatrilhões de nós górdios,
e que fica na velha aldeia da velha bruxa
onde nem tudo foi tomado de assalto,
onde o direito romano não chegou esbaforido,
civilizatório,
com seus sicários, seus mercenários,
seus mecenas, seus poemas,
prontos para prender nossa alma
emparedada no corpo
no meio do nada,
em niilismo perene.
Empreendamos uma fuga
para onde a mão pesada
do que chamam de justiça,
que é o ato de escrever a lei cruenta
sob o papiro frio e sem vida
ou dizer o direito romano
pela boca de seus juízes
limitados pelo juízo do contexto,
que jamais é judicioso,
pois o dizem para aqueles adversários
alcunhados de bárbaros...
- Fujamos a cavalo solto em galope sem brida
para onde esse direito do romano
não colheu nossa alma indômita
nem debandou
as aves de arribação de nossos sonhos
mais queridos ou opacos
das noites bem dormidas,
que são as noites das noites
em dupla raiz no mundo onírico
onde tudo é Salvador Dali,
chagas de Chagall,
"Sherzos" de Joan Miró,
ou a melodiosa voz de Gal
vazando água no imenso paul
do ouvido e do rio do olvido ( o Letes!)
rimada e ritmada pela voz do lobo no auuuuuuuuuuuu...
à lua que atua de pua
e pau, caniço,vara com minhoca
para se fazer justiça à fome do homem
e da mulher,
que é dona do homem
desde pequenino.
( Minh'alma é uma minhoca
que torce retorce ziguezagueia
com verve de verme
nada inerme,
mas ajuda com a ajuda de Nossa senhora da Ajuda
a pescar peixes e homens bons,
mulheres ótimas,
procelas para as procelárias...).
Louco são os físicos quânticos
( quantos tísicos?)
- quânticos doudos são estes
filósofos de um tempo cínico
sem um filósofo cínico
para arribar o riso
ao objetar e arguir com práxis abjecta
sobre a escatologia humana
mefítica escatologia metabólica
que não cheira ao metafórico na flor de laranjeira tenra,
alva na alma do alvo,
o cândido efebo,
que nasceu no coração da rua,
medrou sobre o asfalto cinza-serpente,
sob o Serpentário suspenso em luzeiro
que penso e apenso ao céu em negror,
- a flor cândida
regada com o aljôfar
em ponto de orvalho
descida em cachos de cachoeira
dos olhos da madrugada
a postos no olhar do poeta Carlos Drummond de Andrade
buscando e achando o amor
oculto sob o tédio, o ódio e o nojo...
- num mundo imundo, iracundo,
onde a cor do homem
é vista com olhos maus,
eivado de preconceitos violentos,
enquanto o amor de um homem
é escarnecido
e pode morrer envenenado
nas madeixas da medusa,
em endechas de tristes bardos
qual Cruz e Souza
que viola violões de anões
e faz da poesia
um canto no silêncio.
( O poeta cruz e Souza
que era negro
nos olhos negros
de uma noite pesada na alma
dos desalmados
que constituem
o princípio e a constituição
de um estado da maioria boba
de almas penadas
que são os homens
quando industrializados
em industriosos
pobres-diabos...
perdidos, nus, num estado
que não alforria ninguém,
nem o governador
e outros sátrapas
com belos e pomposos nomes
palavras-pavão
que dissimulam-se em democracia.
Heróicos, heróis Herodes de todos os tempos
- até o fim dos tempos!...
são estes déspotas
sempre vivos e com o mesmo poder desumano
passado em leis
e repassadores de ordens em decretos
que ferem de morte as leis
e o direito que se esconde no pensamento
e se recusa a alienar-se na arena romana
preparada para matar cristãos.
Eternos mártires somos!,
ainda que nos deixe a vida
- despedaçada!
Ah! os físicos quânticos
estes novos epicureus sem Deus
ou com o bom Deus,
sem rei ou com o rei do momento...
Ai! Estes são inocentes
e vivem esparsos
pelos mundos paralelos
e nos espaços alelos dos genes!
São criaturas de poder
tal qual os reis e imperadores,
mas seu reino é metafísico
e eles somente tem poder mental,
nunca neste mundo para belicosos primatas
que sabem usar as patas
e as mentes das inteligências natas,
que eles cooptam e prendem,
para dominar mundo cão
- majoris e minoris.
( Sou da ordem destes minoritas!).
E enquanto o mundo corre,
nos cabelos da mulher
a medusa espreita
cheia de desdém
porque ela é bela,
de uma beleza natural,
e o homem a serve solícito
com toda sua verve no verbo,
feito um lacaio "laico".
A mulher é maior
em fortaleza que o homem
e por isso o espezinha continuamente.
Ela já é madura e astuta
desde tenra idade
enquanto o homem passa a vida
em folguedos infantis
e em idade provecta
brinca de filosofia
e ciência e poesia.
A superioridade congênita da mulher
está expressa na sua vida
- ela vive da arte de amar
da qual nada soube Ovídio
nem nenhum esteta e sábio
que pude ouvir ou ler
no seu casulo de signos,
nem empós escapar so invólucro na crisálida
que lhe tolheu ou preparou as asas
para o voo cara e vela
para o sol
único espelho
em seu espectro lucífero.
A mulher é a sabedoria em prática-práxis
e ensina o amor ao homem.
Só então, depois de aprendiz de feiticeiro,
o "trouxa" pode amar.
De fato, o poeta pode ser mestre
nesta arte de errar
pela dor e pelo prazer mais deleitoso
proporcionado pelo leite no leito,
pois é mais pato a amar
de tanto amar o mundo
e ao se tornar, enfim, mestre na arte de amar
- vai amar a mulher
que faz a vida seguir
com a criança que encanta
e é um deus e uma deusa
no lar que leva a levante de novo
os antepassados deitados em covas
- com frialdade insensível nos ossos
onde se aninha a morte,
enovelada, velada,
sem sopro para oboé
na sexta sinfonia de Beethoven,
pastoral para Baudelaire, o louco...
(- Para onde fugiremos, pastora!,
tocando avena...
Não há lugar, lagar...:
o mundo está fechado
sitiado pelas legiões romanas,
até nas letras dos poetas apócrifos
- que, lamentavelmente,
sonham ser canônicos
e se perderem na fama,
aonde hão-se chafurdar!).
A mulher!, que é, outrossim, uma medusa!,
quando a olho no olho,
vejo que não é para ela
que olho primeiro,
mas para várias faces
que vem antes dela
e que Berlini
deixou ao esculpir
e também a escapulir
porque é complexa demais
a face e os cabelos da medusa em ato,
a mulher verdadeira, real pomba.
Ao olhar para ela
vejo um monte de sonhos perdidos
rostos esquecidos na infância sem tanta fanta
mas com fantasia dada ao infinito.
Quanta infância e infante!...
Quando a olho,
ó Betelgeuse,
miro, miro, teus olhos estelares no céu
de um preto anum,
e outro tanto Anúbis,
mudando "mutatis Mutandis"
o tempo do verbo
para desprezar as penosas pessoas do discurso
imposto em retórica torta
e amar as pessoas reais
que não reinam como personagens no palco social,
na coorte cheia de cortesãs e aduladores
mas sob a carne viva do ser humano
macho ou fêmea,
consoante Deus nos criou,
abaixo da Betelgeuse.
(No meu mirar,
do meu mirante longe dos Balcãs(Balcãs!),
evoco um apelido querido,
de um ser humano querido por mim:
Miro era a alcunha de um preto velho,
não um macumbeiro!,
que conheci em menino
e que parecia amar o infante
que fui nos idos de década em folhas morta...
Havia acabado de nascer
no bem-nascido berço
que me embalou
nas canções de minha mãe
que não conhecia Alfred de Musset
mas sim Alvares de Azevedo.
Tempos depois
vim a conhecer aquele homem
cuja morte foi rápida e trágica...:
Toda morte é assim).
Assim como eu
quando a miro e vejo
- vejo tantos fantasmas á sombra
de seus olhos negros,
quando ela me olha
também vê algo atrás de mim
e de si :
um rosto do pai
de um primeiro amor
que se deixou enterrar no tempo.
Pasma, vê um fantasma!
- sem ópera, opereta, bereta...
lembra de gestas
narradas por antepassados
(cova rasa, cava veia,
velha aveia,
candeia, estrela cadente, candente...),
por isso me mira assustadiça
em contraponto com a memória que retorna
e retorce, entorta, distorce, torce o tempo
e o espaço na equação de Einstein
e a luz equacionada por Max Planck
que não sabia rosar rosa da rosa,
mas sim assinalar o corpo escuro.
Ela é a árvore da vida
dentro do meu jardim edênico;
- ela me faz respirar
e viver dessa música
que sopra oboé do nariz
- com o sopro do anjo
que vive nas folhas, flores e frutos
da árvore que a sustem
e me alimenta
- até que chegue o outono, amarelo anjo,
e ela caia
e eu decaia,
pois não vivo sem o sopro da musa
que toca minha vida,
nutre minha árvore da vida,
sem vida
- sem ela.
A senha, a senda é ela:
musa e medusa.
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sábado, 9 de março de 2013
TONTERIAS(TONTERIAS!) - verbete verbete
Quero fugir para a Ilíria("illyricum")
a terra dos homens livres.
( Livres de quê e para quê?!:
para mercar?!
Pestanejar?!
Burilar a nomenclatura botânica...)
Desejo ardentemente
sair desta terra de escravos,
títeres e fantasmas pasmos
em tresloucada diáspora
- fugir dos judeus que judiam de mim
por dentro do coração carmesim
porquanto anseiam deixar o cativeiro
na terra do estrangeiro
e voar ao encontro
de longas asas
de cara na vela do sol
e coroa votada às cefeidas
que ceifam uma vela padrão.
Porém sei que nem lá,
na Ilíria destes tempos em mosaicos
ou em arabescos nababescos,
há mais homens livres
depois desta civilização para escravos
que tomou tudo de roldão
e tornou servo da moeda
ricos e pobres,
mas não nobres
que estes não envilecem por cobre
ouro ou sabre (sabre lá, sabiá?!...
sabe-se lá, sábado, em Sabbath!?)...
em bacanais em que tonteais,
em tonterias(tonterias!) e outras histerias,
em processo de resiliência, histerese...).
Não há mais Ilíria,
marcel duchamp mulher subindo escadas marcel duchamp mulher escadas pintor obra pictorica artista biografia obra vida
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a terra dos homens livres.
( Livres de quê e para quê?!:
para mercar?!
Pestanejar?!
Burilar a nomenclatura botânica...)
Desejo ardentemente
sair desta terra de escravos,
títeres e fantasmas pasmos
em tresloucada diáspora
- fugir dos judeus que judiam de mim
por dentro do coração carmesim
porquanto anseiam deixar o cativeiro
na terra do estrangeiro
e voar ao encontro
de longas asas
de cara na vela do sol
e coroa votada às cefeidas
que ceifam uma vela padrão.
Porém sei que nem lá,
na Ilíria destes tempos em mosaicos
ou em arabescos nababescos,
há mais homens livres
depois desta civilização para escravos
que tomou tudo de roldão
e tornou servo da moeda
ricos e pobres,
mas não nobres
que estes não envilecem por cobre
ouro ou sabre (sabre lá, sabiá?!...
sabe-se lá, sábado, em Sabbath!?)...
em bacanais em que tonteais,
em tonterias(tonterias!) e outras histerias,
em processo de resiliência, histerese...).
Não há mais Ilíria,
região ilírica,
para-lírica,
mas apenas (que pena!)
mas apenas (que pena!)
hilária pilhéria,
hilário palhaço
a balouçar o incensário
empunhar o missário,
o bestiário("bestiarum vocabulum"))...
e fazer mau uso do bestunto
em qualquer assunto
de malmequer, bem-me-quer,
na botânica,
na desbotânica
desbotada em flor e pistilo,
estigma, gineceu, androceu
( O que é seu?!
e o que é meu, meus Deus!?...
dos desesperados!
- ou do desesperado que sou
desde o primeiro céu em hora de aurora
com luz nos olhos de quem olha
e vê o rasgar lucífero das trevas!...).
A flor em seu furor
uterino
é um malmequer.
Malquerença fundada em crença,
desavença
que bota a bota da botânica
na Itália, Gália...
- bem como, ou mal como,
a desbotânica
sem tônica,
catatônica.
aplatônica...
( A botânica bota no objeto
o ser platônico
que se vira
em amor por flor
- uma filosflor (filosoflor!)
hilário palhaço
a balouçar o incensário
empunhar o missário,
o bestiário("bestiarum vocabulum"))...
e fazer mau uso do bestunto
em qualquer assunto
de malmequer, bem-me-quer,
na botânica,
na desbotânica
desbotada em flor e pistilo,
estigma, gineceu, androceu
( O que é seu?!
e o que é meu, meus Deus!?...
dos desesperados!
- ou do desesperado que sou
desde o primeiro céu em hora de aurora
com luz nos olhos de quem olha
e vê o rasgar lucífero das trevas!...).
A flor em seu furor
uterino
é um malmequer.
Malquerença fundada em crença,
desavença
que bota a bota da botânica
na Itália, Gália...
- bem como, ou mal como,
a desbotânica
sem tônica,
catatônica.
aplatônica...
( A botânica bota no objeto
o ser platônico
que se vira
em amor por flor
- uma filosflor (filosoflor!)
a filosoflorar
com filosofia inacabada
ou alterada pela terra
que agarra a raiz
e molha com molho
o molho do filos,
da família, do gênero, da espécie-Darwin,
da cosmomonia, cosmonomia, cosmogonia,
com filosofia inacabada
ou alterada pela terra
que agarra a raiz
e molha com molho
o molho do filos,
da família, do gênero, da espécie-Darwin,
da cosmomonia, cosmonomia, cosmogonia,
teogonia(teogonia!)...
que mia no gato,
guincha no rato,
se adequa no pato
em grasnido para corvo,
grunhe no corpo porco...
enfim, chega!).
Quem bem-me-quer
mal não me quer.
E há quem nem me quer
- por certo
e por perto.
E é certo ( ou errado?)
que perto às vezes
é longe demais
mesmo se não segregais
e ainda que "segredais"
ou estais a secretar hormônios
em oaristos,
"ma belle".
lquiria Odin valquiriaestatua de valquiria equestre cavalo aladoviolinista azul celeste violinista azul celeste violinista verde verde violinista da clorofila fila clorofila verde verque mia no gato,
guincha no rato,
se adequa no pato
em grasnido para corvo,
grunhe no corpo porco...
enfim, chega!).
Quem bem-me-quer
mal não me quer.
E há quem nem me quer
- por certo
e por perto.
E é certo ( ou errado?)
que perto às vezes
é longe demais
mesmo se não segregais
e ainda que "segredais"
ou estais a secretar hormônios
em oaristos,
"ma belle".
marcel duchamp mulher subindo escadas marcel duchamp mulher escadas pintor obra pictorica artista biografia obra vida
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
ENCÔMIOS(ENCÔMIOS!) - glossario glossário
Um lídimo, incréu amigo,
único e quiçá último
a fazer frente ao basilisco
errabundo pela terra
aonde pisa
não a torre
mas minh'alma aristotélica.
- Homem na senda de filósofo epicúreo,
não crê, pindoramicamente,
sob a vara da Vera Cruz,
que é bastão também da ciência,
que sou o guardião da memória
dos meus oito meses de idade!
- Tudo porque uns e outros cientistas patetas
pássaros sem asas
prisioneiros de um contexto
que lhes "colga" uma máscara de ferro à face
decidiram depois de rigorosas pesquisas patéticas
que não se tem memória dessa idade
- E ponto final, lobo mal!:
Cumpra-se o mito e rito
e dê voz ao pregoeiro do estado
ou à matraca da sogra.
Certa vez disse à minha mãe,
já casado, pai de filho e filha,
- disse eu a ela, minha mãe,
que meu pai,
que fora atirador emérito,
nem sempre atilado,
certa vez, num evento ocorrido na varanda
ao fundo da casa,
sobre uma balaustrada
que servia de encosto aos cotovelos,
estava com "Bitencourt",
amigo do meu pai,
a praticar tiro ao alvo com espingarda.
Recordo-me perfeita e nitidamente,
como não se fora uma memória antiga,
mas atual, atuante ante mim,
que Bittencourt ( ou fora pai?!)
com um tiro sem "tirocínio"
acertou o pé de uma galinha
fato que deixou em alvoroço
e comentar já espevitado:
"acertou o pé da galinha!"
Este o meu dito
com algum ricto
( A frase inteira não merece um "sic",
deve sofrer com solecismos sofríveis
que não hão de dar azo
a debiques de gramáticos pernósticos)
Minha mãe, ao ouvir-me mais serenamente,
depois do baita susto,
retorquis, sem pestanejar,
que era impossível
eu me lembrar daquele fato
porque era, então, uma criança
com apenas oito meses.
Chegou a aventar a hipótese,
se não me falha a memória ( a memória!)
- exercício mnemônico mais fresco que aquele
do menino de oito meses!,
que ela teria narrado o caso para mim.
( Ora! Um episódio narrado
não é igual ao um fato,
pois na história há palavras
e se se lembra o ouvinte
de coisas visíveis
são coisa imaginadas
pelos olhos não paginadas
com olhos fechados nas paisagens surreais
e não abertos a paisagens reais,
quer seja em obras de arte
ou em natureza exuberante
porquanto coisas visíveis
pode ser imaginadas
ou rebuscadas na memória
já, então com o gosto da imaginação
a pervertê-las, maculá-las,
por nelas um tempo mofo
onde medrou o bolor;
- o que não se dá com coisas vistas
na torrente do existir,
à beira da vida :
estas estão acesas no acervo da memória
e não no cabedal da imaginação,
que faz do artista um caudal
de obras de arte,
miscelânea de memória e imaginação
( um centauro vivo cavalgando Picasso! :
este o artista antes de sua apoteose
- que é seu apocalipse)
O poeta é assim
um alienado de si, sim;
porém não o homem,
que somente se mescla com o artista,
quando aliena a memória na imaginação
ao postular seu pensamento
ou sentimento no mundo
por meio de uma obra de arte
ou outra forma de opúsculo
para oitiva de organista
do porte de um Buxtehude ou Bach)
Entrementes, parece-me que logrei
convencer minha mãe
não com o rigor de acurada
lembrança visual
demonstrada por mim,
mas porque ela me conhece
desde as entranhas.
Árdua tarefa seria
convencê-la de uma mentira
e se eu fosse mendaz ou fantasista
ela seria a primeira a saber
da fealdade de tal defeito.
Ela sabe que sempre fui veraz
e se deixei enganar
foi por mim,
o que não é o caso "in casu".
Sem embargo, nem desembargadores
a me embargar a liberdade,
falei do tiro que alvejou a galinha,
de cujo destino vim a saber por ela :
a ave foi para a panela
conforme soía ocorrer com os galináceos
que meu pai matava ou furtava,
aos céus em pombas-verdadeiras e ariris
e na terra aos incautos vizinhos
crédulas criaturas
que meu pai iludia
pondo o sumiço das aves
na conta de alguma raposa
que inventava ele que vira
à espreitar o ambiente;
isso se dava
quando morávamos no mato.
(Velha raposa das fábulas!:
Quanto vento, quanta uva!,
quanta saúva na chuva
que respinga curvas no ar...)
Naquele tempo, já sob Evangelhos canônicos,
( apócrifos não!),
a vida dos homens
ainda estava a salvo
dos desassisados que tomaram a terra
- de assalto!
e instituíram a escravidão
na esteira da estupidez
que se configurou em doutrina
nos meandros labirínticos
dos meios de comunicação de massa
com os copistas de textos
com suas mentes de xerocopiadoras.
Minha mãe, então, contou-me
que, à época em tela,
estava grávida ("esperando") de minha irmã,
cuja diferença de idade para comigo
é de exatos dez meses (sem matemática!)
- e que eu estava ao colo materno
quanto ocorreu o "indigitado(?)" incidente
debaixo da Betelgeuse ("Alpha Orionis"),
sob a Coma da Berenice
e da cabeleira negra da Medusa.
Adorável medusa!
Assegurou-me, outrossim, minha mãe,
que eu "adorava!" armas de fogo
e, quiçá, por isso, também,
o episódio nunca foi dado por mim ao olvido
nem fiz ouvidos moucos
aos loucos disparos a espocar
nos meus tímpanos tenros
naqueles idos...
Acho (sem acinte!)
que me lembra até o lugar
onde se fixou esta memória:
era numa casinhola, por certo,
algo torta, qual aquelas
esboçadas e pintadas por Van Gogh,
contígua ao "Colégio do Santíssimo Sacramento".
Contudo, isso pode bem ser, reconheço,
memória em mixórdia
- com imaginação pendular,
pois não tenho memória visual
dos arredores e da rua,
tampouco do exterior do casebre,
que não navegava em prantos
na rua Inácio Quinaud,
o poeta suicida
numa memória douda
que penso guardar
do que minha mãe
supostamente me contou
ou quis eu mesmo,
por conveniência poética,
com licença poética,
assim imaginar
e por em um obelisco
na minha aldeia voltada para dentro de mim
em grito para estribilho de alma rascante
no seguir o voo de ornitólogo
que, logo, no "logos", não sou.
Sou-o a rogo da ornitologia
que clama por mim
nas pombas que rasgam o céu.
( Fico de olho :
- Sou de olho...
na ave, não na ornitologia :
um ornitólogo sou
solto com o besouro
e o tesouro da entomologia.
Entomólogo, logo homologo
um apologo)
O que me entristece
e me cresce em "tristesse"
e tece uma prece dentro de mim,
é não lembrar-me de fato,
ato a ato,
com "pathos" filosófico,
que, enquanto eu saltava freneticamente
no colo de minha mãe,
- minha irmã se remexia no ventre da madre
( Não a madre superiora
do colégio supramencionado,
a qual não era qualquer abadessa,
que desça do pedestal de deusa
em templo cristão,
para-templários,
mas apenas uma mera freira com hábito
e véu negros(nigérrimo!)
ocultando bela cabeleira negra,
de onde surgia tipo a lua branca
parte da bela face
de uma mulher com modos distintos,
flora inquieta)
Todavia o que mais lamento
é aquilo que ficou em quilos
dados ao olvido :
- que eu, segundo ouvi em segundos
evangelhos, na voz de minha mãe,
que, aos oito meses
já era um entomologista
formado ( no vento ou no ventre?),
pois estudava os besouros com afinco
depois da meia-noite
(por isso amo tanto os coleópteros!)
e as formigas saúvas também
(por isso amo os himenópteros,
mormente os com asas
no tempo das águas?!,
senhor Deus de Moisés,
que era gago, ou tartamudo,
e Aarão, que não era gago,
mas tinha um nome bom
para o tartamudo irmão tartamudear).
Pena que me não recordo
da vez em que, com a habilidade,
que minha mãe me disse
que me era peculiar,
eu pegara uma saúva
e a colocara no berço
da minha irmã recém-nascida,
num ato de crueldade infantil
da qual tenho saudade
para gáudio da minh'alma aristotélica
e desfalecimento dos hipócritas,
gente que nem Jesus perdoou.
( Jesus sabia quem merecia a remissão
e quem a danação das Danaides).
Que me "pendoem"
mas me não perdoem
estes atores e autores da farsa
cabalmente perpetrada por eles
- que crucificaram
queimaram Cristos em fogueiras exteriores
e nas fogueiras que são suas vanidades.
Porém "tudo é vaidade"
assevera o Predicador
perdoando-os
- antes de Cristo
( porque eles, os hipócritas,
ignorantes que são
não sabem que antes de queimarem outrem
eles jã se queimaram e se crucificaram
mesmo ( e muitas vezes!)
depois de mortos em vida
- mortos por eles próprios
que se odeiam tanto
que o ódio, o despeito, a inveja, o rancor...
que os atribula a existência
transborda para o mundo
e essa enxurrada de regurgitação do mal
afoga o homens
antes que possam ser de queimados,
torturados, crucificados
também se nutrindo por enganados,
esganados e, assim, danados,
dos pesticidas presentes nas crucíferas,
que não são sãs feras
como os homens...
- que são santos e demônios
na alma da nicomaquéia
que passou ao latim
e depois à entidade cristã
com outro móvel
- movimento que tirou a alma
do ânimo do animal
( A palavra em latim me "anima",
mas desanima os etimologistas em Cristo.
Que sol os cresta, crespo Cresto?!)).
Pobres não são os diabos,
mas estes pobres-diabos :
- os hipócritas, esses danados!
Com toda essa arenga
não quero ter a pretensão
de convencer (converter) o amigo,
ao meu credo, que é irrelevante,
ou ao meu cruz-credo! de todos os credos,
credores e crediários;
pois isso seria contra a minha filosofia
da qual sou livre.
( Minha liberdade só esbarra na medusa
quando a barra da alva
solta seus cabelos
que me envenenam :
é a cobra e o rato!
Só não sei quem é a serpente
nesta história predatória...)
A minha,quase-minha!, filosofia,
a qual não me apego,
( como poderia me apegar às alheias!)
constituída por porções ( poções?!)
ou pedaços tortos
em línguas tortas para mim
de muitos filósofos,
que vieram de cambulhada
depois de uma queda da torre de Babel
sobre meu cérebro em chamas.
Por isso, minha quase-doutrina
não tem a presunção burlesca
de nada querer provar
com ânsia de prosélito,
com fanatismo sectário religioso.
( provar é sempre mentir em conjunto
no contexto e em texto probante)
e seria contra minha ( quase-minha!) filosofia
que é verdade de eremita,
aletheia de poeta azul,
paixão de enamorado da medusa,
demência de cavaleiro andante,
provar qualquer coisa, ato ou fato,
mesmo porque o que tenho
é licença poética
para não provar nada
e penso ancho,
mas não acho,
que minha verdade
- é verdade verde
furtada à cor do violinista verde
- verdade que só vale para mim!,
enquanto verdade viva, vital,
e não a verdade avençada
para paz e pasto ao rebanho,
- verdade de pasto, pastoral
e o pastor de ovelhas.
Tampouco tenho a presunção brutal da lei
confeccionada sob medida
para prender a canalha
e os canalhas e arrivistas
que estão no timão
da nau dos insensatos
Antes os poetas Hesíodo e Homero
eram os doutos e eruditos
que formaram mentes
tipo Ésquilo, Sófocles, Aristófanes,
que deram em filósofos do porte de Platão;
eles escreviam poemas gigantescos
e não se pensavam em prolixidade
porque usavam a poesia para pensar
através da visão do belo nos versos
e nas imagens e metáforas;
sabia-se que não eram prolixos,
mas filósofos que uniam a beleza à verdade,
o útil ao agradável,
na união do ser de Parmênides, o eleata,
que escreveu em versos.
Hoje uns poetastros
escrevem duas estrofes
ou três versos para simplórios
e se imaginam versáteis e econômicos,
quando não passam de encômios
cômicos e incômodos até para Cômodo,
um imperador de Roma.
Outrossim há uns Filostratos
que enchem mil páginas
e milhões de animais vestidos,
paramentados pára um ritual,
com um assunto monocórdio
que lembra um coração partido
que vai ao médico com arritmia severa....
( Isto não tem fim, Fábio...
(Gostaria de conhecer o deus epicúreo,
o deus dos jardins,
grande desprezador dos homens,
que escrevera trezentos livros
- num jardim!
Diz Nietzsche que Epicuro
passou anos para ser reconhecido na Hélade,
se é que sua doutrina é compreendida hoje!
Imagine Husserl
que escreveu 40.000 páginas!)
(Espero que a física quântica
consiga realizar a travessia
pelas dobras do tempo...
- se é que a doutrina quântica
e a equação de Einstein
não passe de mera formalidade contextual
ou passe de mágica ( mágico, mago!)
ou outro tipo de passe...
Que passe!
- de passista no samba, mulata
com cara de dama de Picasso! :
um impasse na arte
de passar um olhar pelo existir
com geometria irisada no olho
- euclidiano...)).
( Excertos do opúsculo do organista da Igreja de Saint-Sulpice : "Escolha de Luares para o Pastor Enamorado pela Medusa : um Poeta Árcade Árabe que não Sabe a Cajado nem a Mar Arabescado")
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sábado, 16 de fevereiro de 2013
EPICURO(EPICURO!) - etimo etimologia léxico
Bem-nascido...
- mal nasci e recusei o seio de minha mãe,
então pletora:
ato número um de sublevação.
Nasci sublevado
conjurado mineiro
cresci insurreto
porém reto
direto no direito
diletante no dilema :
digesto à dieta
em indigesto regime.
Por volta dos oito meses
falava tudo, cantava, arremedava bichos
e estudava, depois da meia-noite,
sob meia-lua ou lua inteira,
na não forma de foice (falciforme)
- estudava besouros
os quais, posteriormente,
aprendi a denominar "coleópteros"
graças a um amigo
cujo nome era o do inventor do rádio
( mas não das ondas senoidais).
Para mim, na minha etimologia,
esta palavra pertence àquele amigo
hoje separado do corpo
pela foice da morte
que ceifa na hora da ceifa
- que vitima a vindima.
( Tudo isso são versos da poesia de minha mãe,
hoje não mais pletora,
mas um macróbio
a caminho do pesadelo de Alzheimer).
( O mal de Alzheimer é uma demência,
sendo demência tudo que mitiga
a capacidade cognitiva.
Seriam dementes para fora,
no bota-fora com alforria da ciência
e seu padrões tópicos,
às vezes utópicos,
num âmbito mais amplo, ancho
deste conceito psiquiátrico,
todas as pessoas
cuja mente ou intelecto
tem capacidade cognitivas limitadas?!
- sob doença ou não?
Vendo assim ancho
essa concepção do mal
do médico Alzheimer
se infla num anjo gordo.
Pobre Alzheimer!))
(Parkinson outrossim descobriu um mal
que cavalga a galope de Apocalipse, cataclismo...;
tão-só Platão desvelou o bem
no alumbramento da aletheia.
Ainda bem!,
que nem tudo vá bem mal)).
Aquele meu amigo
que me forneceu os instrumentos para pensar
- tornar-me pescador na barcarola
de homens e epicúreos
cheios de tédio
deste mundo de criaturas
(que se atura
até que tolerância satura!!)
- criaturas afogadas pela demência
que paira divinamente,
em companhia da Moira,
sobre o espirito pensante
- e mercante.
Aquele ótimo amigo jamais conheceu
- nem eu,
nenhum Epicuro,
só epicureus, cepas de maniqueus, jebuseus...,
- homens que não tiraram o pensamento de si,
mas de outrem,
dos homens judiciosos.
Criaturas dementes,
tementes, sem mente
e sem necessidade do desenho
concebido por Alzheimer
para algo que doa,
- ocasione muita dor,
porquanto a demência
nos animais que vagam em rebanhos
não é inata
mas adquirida
na histeria do rebanho
que fácil estoura
no pânico invertido no mata-mouros,
ferrabrás...
Aquele lídimo amigo
morreu de forma triste e lamentável
e o seu cadáver,
ao que consta de relatos sucintos,
estava horrível e enegrecido.
Ele, que fora belo em vida,
sábio e erudito,
ingênuo e nobre,
faleceu sob o peso da tragédia
que assola a todos os mortais.
Toda a morte é feia :
bela é a tragédia
- que tem o fito
de ocultar no sublime
o horror do esgar
na face da morte,
que é a máscara do morto,
mortuária máscara
na cara do homem morto
que não encontra mais destino,
mas sim sino que bimbalhe
num macabro baile
e carpideiras que espalhe
- o vento vão
sem sangue de coração
nos olhos de quem olha
para o nada exposto:
o homem morto,
um anjo morto,
ancho, gordo de vermes.
Tão-somente o "pathos" filosófico da tragédia
avocada pelo filósofo Nietzsche
a compor um penso penoso no apenso,
pode salvar o homem
na Paixão de Cristo
- uma tragédia genuinamente grega
para arameus, cananeus, amorreus
e muitos outros eus
metidos no capote dos adustos
Augustos dos Anjos ateus,
com maus augúrios
nos versos do poeta "Augusto" ,
coveiro, caveira e corvo da poesia lírica.
( Conto que contarei,
cantarei
minha história
em cápsulas de memória
e resquícios de Moiras
porquanto os conceitos
não cabem na vida
muito menos as palavras sem ar
daqueles que não respiram
a pira flamejante
que queima meteoricamente
uma inteligência emancipada,
milagre raro de demiurgo raro,
porém fato na personalidade de Van Gogh,
Epicuro de Samos(Epicuro de Samos!)
e poucos outros.
O que somos
Epicuro de Samos?!
Pergunta aquele que estudou entomologia
sem o logos grego,
no âmbito do pensamento mágico
de uma criança recém-nascida.
( Não responda dos túmulo dos signos,
Epicuro de Samos
corpo em retorno á terra
e alma em movimento contínuo
na dança dos signos
que faz dançar o pensamento vivo,
eterno no cavar os signos
nos pensamentos dos leitores
e leitoras "pletores", pletoras).
( Excerto da obra "Da Engenharia e Reengenharia da Bruxa" )
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sábado, 9 de fevereiro de 2013
PAÇO(PAÇO!) - etimologia etimo lexico
com tudo o que vi nela
do passo à postura,
vestes, modo de andar,
cabelos e, principalmente,
um profundo desprezo
pelos homens e mulheres
deste mundo
menor que ela,
que arguí ao colega mais próximo
quem era aquela mulher
tão esplendorosamente bela.
O colega retorquiu ( ou tossiu?!... pigarreou...)
que marido dela era riquíssimo.
Então , pensei ( para me consolar?!)
que nenhum homem pode der tão pobre
a ponto de poder
ofertar apenas dinheiro,
nem tão rico
que pudesse oferecer
tão-somente inteligência,
sabedoria, erudição...
- mas mais, muito mais;
amor apaixonado
de pastor apaixonado
e cavaleiro andante devotada
á mulher amada
assim como o foi Dom Quixote de La Mancha,
o Cavaleiro da Triste Figura,
símbolo do homem
em seus caminhos....
- um caminhão! :
caminheiro a caminhar
acariciando as ervas daninhas
com olhos
- nas boninas.
Era uma mulher bela
tão bela era
que nela
a luz incidia
como se fora ela
a única mulher a bela
na terra de tantas mulheres
e raros homens
- de verdade.
Quão bela era ela!
Uma beldade
na qual vi
a luz pela primeira vez.
Jesus! A luz
sem piedade de mim
iluminava apenas uma mulher,
dava-a á luz
em minha presença
de olhos arregalados,
a cintilar, fulgurar
no olhar da paixão,
do amor à primeira vista,
do alumbramento do poeta do Recife,
dos arrecifes...
os quais não arrefecem....
Era como se meus olhos
dessem à luz
uma mulher bela,
na idade da fêmea,
plena na majestade da saúde
que faz de qualquer idade
uma deusa da juventude
a se exprimir na beleza
desenhadas a dedos por Deus
nas linhas do rosto,
nos cabelos bastos
pretos retintos
a brilhar feito estrelas negras
- regra na noite
nas suas madeixas nigérrimas
com deixas, mechas
e endechas em pouco queixume,
mas muito lume
no meu versejar
ao leu no breu
passando no céu
em mocho e morcego cego
que Jesus não curou,
mas a natureza pôs
um sonar empós as alvas.
Quando a vi
- vi-a subindo as escadas
( Mulher subindo as escadas
de Marcel Duchamp...)
e via a luz à gelosia
como uma Via
( uma Via Cassia!)
iluminando-se na face dela,
pois ela era a luz
e a luz - trevas.
Digo que ela era bela,
( belíssima!),
porque ao consonar
com o filósofo ou pensador pré-socrático,
Heráclito de Éfeso,
creio que ninguém
pode por duas vezes
encetar e terminar
a travessia de um rio,
pois na segunda travessia
o primeiro rio
já é um segundo rio,
assim como os Evangelhos,
ou mesmo outro rio
ou, ainda, outros rios
com átomos no amplexo
que formam o amor
que cria as águas
sobre as quais o espírito do Senhor paira,
mas não para nunca
de rir de mim
com ricto ruim
e uma lágrima sem sal,
insipida, inodora,
porém com bastante sódio
em solitude no solo
e solilóquio atômico
sem o dueto
que forma o bicarbonato
- de sódio
descrito em linguagem química,
poesia em pó, alquímica,
rítmica na mímica
dos signos e símbolos
da Tabela Periódica dos Elementos
descoberta pelo intelecto
do sábio Mendeleiev
- um barba-russa da Rússia
dançante no balé de Stravinsky
na obra abstrata do filósofo-pintor Kandinsky
e nas odes pictóricas de Marc Chagall....
dono de um domo
na aldeia congelada na imaginação fértil
do poeta-filósofo que escreve em mim
com sangue no estilete
num crescendo Crescente Fértil.
Disse que ela era bela,
mas foi para consonar
com o pensar de Heráclito, o obscuro :
Ela continua bela
passando por outro arroio
pensado por outro filósofo do vir-a-ser,
que come arroz no arrozal.
Um pensador que não
aquele Heráclito,
próximo a Aquiles,
a fluir, fluminense, fluvioso, efluvioso,
em não-pluviosidade,
mas fluviosidade
indo a chorar,
por lágrimas da madrugada
( orvalho, rocio, aljôfar)
em outro afluente do ribeirão d'outro douto,
erudito, sábio Heráclito
- este, longe de Éfeso e dos efésios...
Ela continua não-nua,
contida (eu incontinente!),
dando a luz aos meus olhos
- dando a luz à luz
mesmo no lusco-fusco...
- tão bela que ela é! :
que chama a luz
para radiar em seu semblante
radiante
- radiante sol!
Foi ela quem
deu à luz os meus olhos
e ao meu olhar
quando a vi
com toda a beleza da mulher
e de todo o universo
enfeixado em seu ser :
corpo e alma.
( Deus pode ser visto ali,
naquele momento,
naquele olhar,
naqueles olhos refletindo ( defletindo?!)
aquele corpo
e aquele alma de mulher!).
Antes eu era um cego, Jesus!,
- mas ela realizou este milagre
de me fazer enxergar
- a mulher
somente nela.
( Todos os Apócrifos da Medusa
podem ser lidos nela
porque nela estão escritos
por este escriba.
Não são a descrição dela,
mas sim ela escrita
para todas as linguagens e línguas ).
Este poema é uma descrição sucinta
e fidedigna da Medusa;
faz jus à sua beleza inexcedível,
majestática e imperecível.
( Extrato dos "Apócrifos a Dois Passos da Medusa e a um Tiro do Paço(paço!) de Alhambra ", textos em versos de um filósofo-poeta-pastor apaixonado).

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do passo à postura,
vestes, modo de andar,
cabelos e, principalmente,
um profundo desprezo
pelos homens e mulheres
deste mundo
menor que ela,
que arguí ao colega mais próximo
quem era aquela mulher
tão esplendorosamente bela.
O colega retorquiu ( ou tossiu?!... pigarreou...)
que marido dela era riquíssimo.
Então , pensei ( para me consolar?!)
que nenhum homem pode der tão pobre
a ponto de poder
ofertar apenas dinheiro,
nem tão rico
que pudesse oferecer
tão-somente inteligência,
sabedoria, erudição...
- mas mais, muito mais;
amor apaixonado
de pastor apaixonado
e cavaleiro andante devotada
á mulher amada
assim como o foi Dom Quixote de La Mancha,
o Cavaleiro da Triste Figura,
símbolo do homem
em seus caminhos....
- um caminhão! :
caminheiro a caminhar
acariciando as ervas daninhas
com olhos
- nas boninas.
Era uma mulher bela
tão bela era
que nela
a luz incidia
como se fora ela
a única mulher a bela
na terra de tantas mulheres
e raros homens
- de verdade.
Quão bela era ela!
Uma beldade
na qual vi
a luz pela primeira vez.
Jesus! A luz
sem piedade de mim
iluminava apenas uma mulher,
dava-a á luz
em minha presença
de olhos arregalados,
a cintilar, fulgurar
no olhar da paixão,
do amor à primeira vista,
do alumbramento do poeta do Recife,
dos arrecifes...
os quais não arrefecem....
Era como se meus olhos
dessem à luz
uma mulher bela,
na idade da fêmea,
plena na majestade da saúde
que faz de qualquer idade
uma deusa da juventude
a se exprimir na beleza
desenhadas a dedos por Deus
nas linhas do rosto,
nos cabelos bastos
pretos retintos
a brilhar feito estrelas negras
- regra na noite
nas suas madeixas nigérrimas
com deixas, mechas
e endechas em pouco queixume,
mas muito lume
no meu versejar
ao leu no breu
passando no céu
em mocho e morcego cego
que Jesus não curou,
mas a natureza pôs
um sonar empós as alvas.
Quando a vi
- vi-a subindo as escadas
( Mulher subindo as escadas
de Marcel Duchamp...)
e via a luz à gelosia
como uma Via
( uma Via Cassia!)
iluminando-se na face dela,
pois ela era a luz
e a luz - trevas.
Digo que ela era bela,
( belíssima!),
porque ao consonar
com o filósofo ou pensador pré-socrático,
Heráclito de Éfeso,
creio que ninguém
pode por duas vezes
encetar e terminar
a travessia de um rio,
pois na segunda travessia
o primeiro rio
já é um segundo rio,
assim como os Evangelhos,
ou mesmo outro rio
ou, ainda, outros rios
com átomos no amplexo
que formam o amor
que cria as águas
sobre as quais o espírito do Senhor paira,
mas não para nunca
de rir de mim
com ricto ruim
e uma lágrima sem sal,
insipida, inodora,
porém com bastante sódio
em solitude no solo
e solilóquio atômico
sem o dueto
que forma o bicarbonato
- de sódio
descrito em linguagem química,
poesia em pó, alquímica,
rítmica na mímica
dos signos e símbolos
da Tabela Periódica dos Elementos
descoberta pelo intelecto
do sábio Mendeleiev
- um barba-russa da Rússia
dançante no balé de Stravinsky
na obra abstrata do filósofo-pintor Kandinsky
e nas odes pictóricas de Marc Chagall....
dono de um domo
na aldeia congelada na imaginação fértil
do poeta-filósofo que escreve em mim
com sangue no estilete
num crescendo Crescente Fértil.
Disse que ela era bela,
mas foi para consonar
com o pensar de Heráclito, o obscuro :
Ela continua bela
passando por outro arroio
pensado por outro filósofo do vir-a-ser,
que come arroz no arrozal.
Um pensador que não
aquele Heráclito,
próximo a Aquiles,
a fluir, fluminense, fluvioso, efluvioso,
em não-pluviosidade,
mas fluviosidade
indo a chorar,
por lágrimas da madrugada
( orvalho, rocio, aljôfar)
em outro afluente do ribeirão d'outro douto,
erudito, sábio Heráclito
- este, longe de Éfeso e dos efésios...
Ela continua não-nua,
contida (eu incontinente!),
dando a luz aos meus olhos
- dando a luz à luz
mesmo no lusco-fusco...
- tão bela que ela é! :
que chama a luz
para radiar em seu semblante
radiante
- radiante sol!
Foi ela quem
deu à luz os meus olhos
e ao meu olhar
quando a vi
com toda a beleza da mulher
e de todo o universo
enfeixado em seu ser :
corpo e alma.
( Deus pode ser visto ali,
naquele momento,
naquele olhar,
naqueles olhos refletindo ( defletindo?!)
aquele corpo
e aquele alma de mulher!).
Antes eu era um cego, Jesus!,
- mas ela realizou este milagre
de me fazer enxergar
- a mulher
somente nela.
( Todos os Apócrifos da Medusa
podem ser lidos nela
porque nela estão escritos
por este escriba.
Não são a descrição dela,
mas sim ela escrita
para todas as linguagens e línguas ).
Este poema é uma descrição sucinta
e fidedigna da Medusa;
faz jus à sua beleza inexcedível,
majestática e imperecível.
( Extrato dos "Apócrifos a Dois Passos da Medusa e a um Tiro do Paço(paço!) de Alhambra ", textos em versos de um filósofo-poeta-pastor apaixonado).

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
ALTEZA(ALTEZA!) - etimologia glossario
Os únicos psiquiatras que li
foram o humanista Erasmo de Rotterdan
e o filósofo Michel Foucault;
os outros eram reles,
ralé mesmo :
meros médicos,
médios, medos-persas
da Média, terra
com termo nos Montes Zagros;
merovíngios(merovíngios!)
sem trono e cetro,
sem solidéu,
de déu-em-déu
feito as andorinhas pelo céu,
em escarcéu,
ao léu do téu-téu,
que não é réu,
confesso.
( Reles, reles, reles
é toda a realeza
face à beleza da Medusa
que me faz de pedra
com seu olhar
de dentro da noite negra
em seus olhos negros
e seus cabelos nigérrimos
com cabedal de víboras...
Arrogante olhar de menosprezo!).
Goya, outrossim, era acurado psiquiatra,
assim como Bruegel, o velho,
nas crônicas pictográficas,
nos debuxos e gravuras
que punha à mostra
a loucura do tempo
na barca ou nau dos insensatos.
Os outros, pseudo-psiquiatras,
meros charlatães que vendem pílulas
cheias de medo e placebo
para um sono dogmático-pragmático
de Kant antes do canto do cisne.
(Que sinto pela Medusa!?!:
dizem os homens e as mulheres
- que é amor,
paixão desabrida;
sei eu só,
somente eu,
em foro íntimo,
que não intimo,
nem julgo feito juiz,
- sei! - que é paixão desabrida
em todas as línguas de fogo
em todas a línguas cantadas
pelos pelos dos arcanjos e serafins
que se queimam
neste cadinho...:cadinho cabal!
Paixão tão intensa!
- que a tensão entre nós
é a um tempo
de atração e repulsão
como dois lados do imã
a se atrair e se repelir,
concomitantemente,
mas nunca a se trair,
pois o amor jamais trai,
- mas mais atrai
que todo o pólo magnético da Terra,
que roda o pião,
ó Judas Iscariotes!,
reles criatura!,
vívido em tantos homens vis
e mulheres vãs
que vagam em vão
sem o fogo da paixão verdadeira,
verdadeira como a pomba-verdadeira!
- Veraz!
(Verás que é veraz
o fogo que me queima
em serafim me transtorna
e transforma, traspassa :
- por uma só medusa
e não por meia dúzia
de mulheres que vegetam
no país de Elão,
onde jorra o deserto
- em miragens!).
Assim como não há lugar
para psiquiatras
depois daqueles sábios e eruditos,
não há lagar
para se mirar
céus e terras
se a Medusa
não estiver
entre eu, o telúrico,
e o luar celeste
- lua que luta
branca-de-nuvem, no início do dia,
pálida, esgarçante,
dainte do sol que enxuga
as lágrimas da noite
que passei sem ela
na cama ou na lama,
não importa a gama,
mas assáz a dama
- da noite
de um catalão, Joan Miró
a me mirar
no arroio de rocio em cio
da madrugada dos galos em gesta,
trovadores em amores.
(Reles, reles, reles
é qualquer estrela de escarcha,
qualquer alteza
face a altivez da Medusa!
- musa minha).
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