POEMA EM MULHER-WWW

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MULHER-WWW

domingo, 12 de fevereiro de 2012

CICERONE - etimologia etimo wikcionario wik dicionario etimo etmologia terminologia glossario verbete lexicografia nomenclatura wikiquote


Um amigo morto
é um "lugar" que se perdeu
e ficou sem tempo
no sapato preto
sem cadarço
sozinho no escuro
- perdido em um lugar perdido
na intersecção do tempo e espaço
sem intercessão de Jesus
a fazer a alegria dos homens
virar alegria em copo
no bar e em Bach
com bachianas à missa
campestre
Uma amada morta
está enterrada em todo poeta
no local do "lugar"
perdido para sempre
no oco do coração vazio
sem nervo vago
ou veia cava
ou cavilação
endrômina...
( O poeta é o jazigo da morta amada
branca de cal
mais alva que o alvor da alvorada
em seu esplendor e clarim tocada?! )

À amada morta
todas as poesias elegíacas
à moda-modo da cotovia
que pia
anunciando o dia
que espia do sol
como se fosse um anjo
de asas naturais
e olho a piscar
maliciosamente
Perder alguém a quem se ama
é perder um lugar no mundo
um espaço
u paço
um passo
um compasso
fora de si
fora do mundo
fora do universo
mas dentro de outro ser humano
que vivia-morava ao lado
no elo do paralelo alelo ao gene
que leva o amarelo
à lua
às voltas com as volutas de um frontão
Se a ausência do amigo
da amada
produzem tal celeuma em alma
e deixa o espaço com um buraco
no lugar do espaço antes ocupado pela geometria
contornando o conteúdo
do que era o corpo anatômico-fisiológico
dos desaparecidos
- espaço riscado outrossim no rascunho
do que ficou de alma ou espírito
que se evadiu
e do que restou
daqueles sólidos geométricos
apagados
desmanchados dos olhos
como se fora um borrão
ou uma mácula-nódoa....
( sólidos que posteriormente
seriam-serão líquidos em Platão
e Marx em evasivas rasteiras qual ervas daninhas
danosas nada
mas danadas sim! )

Se um amigo
deixa um vácuo enorme
um espaço desocupado
- um espaço-fantasma...:!
imagine então parentes afins
as esposas
colegas
irmãos
pai-mãe...!!!
- quando a dor é lancinante!
Quanto aos consanguíneos
nem imagine!
- nem imagine os filhos!
Os ascendentes inda vai
que vão primeiro para o vão escuro da morte
o espaço sem espaço para a eletricidade no corpo
que ilumina por dentro o sonho
- em mundo onírico com sol
e por fora com os olhos
a pescar o sol písceo
peixe que pisca-pisca
na estrela Aldebaran
em corno de lua falciforme
em Joan Miró pintada
nigérrima como a peste negra
a cavalgar sobre o pelo do cavalo baio do Apocalipse
com uma amazona à cavaleiro...:
à cavaleiro negro
cavaleiro branco
no xadrez do dia e noite
riscado do céu à terra
em preto e branco
no anum que voa
e solta seu grito roufenha
de "gralha!" velha
e agourenta megera!
( bruxa pronta para o martelo da inquisição espanhola
que cuidava da vassoura das bruxas
antes dela grassar pelo cacau... )
De qualquer forma
conquanto a morte seja o retorno ao escuro
sem vela padrão
no céu para se olhar cefeidas
o caminho escuro
já era trilhado no Egito antigo
e seu mapa jaz
no livro dos mortos
em signos e símbolos
capazes de guiar
o morto até um lugar
onde se imagina haver luz
embora isto seja apenas um sonho
de morto fechado em sarcófago
no lado escuro da lua em luar sem sonho
nem no palor que sobre da lividez cadavérica
( que devora o corpo
consoante a etimologia
quiçá ateste
nos radicais da palavra
para a tumba do faraó )

Não obstante a caridade quase cristã do livro dos Mortos
guia e cicerone de mortos
a portos seguros
na linha atrás do horizonte
onde deita o sol
num sono imaginado no Egito antigo
é melancólico e trágico
assistir à morte de irmãos em tenra idade
- porém Deus nos livre e guarde
do livro dos mortos
que nem é literatura
para os olhos inocentes e tenros dos descendentes!....:
ai! que esses últimos
meu Deus
não possam jamais
em vida de pais e avós
bisavós ou tataravós
se transformar em antepassados!
Que a dor venha antes e vigorosa
severa e letal como uma mamba negra
para matar os ascendentes
que fiquem na zona clara
onde cavam os vivos
seu espaço geométrico
por dentro e por fora
tipo tatus tatuando a terra
Que a mamba negra
mostre aos olhos dos macróbios
o caminho do escuro
na volta ao ventre materno da terra
- de Gaia!
a deusa Gaya

sábado, 11 de fevereiro de 2012

NAUTA - lexicografia wikcionario wik dicionario lexicografia verbete glossario etimo etimologia terminologia cientifica nomenclatura jargão jergão


Por aqui passou um Verlaine
ébrio
- ébrio contumaz
poeta vivo
na carne do verso
- a qual encarna carnação de árvore
no bosque
na alameda aleia renque
floresta negra-bétulas-araucária...
e outras espécies arbóreas da aurora dos tempos
( Tempo na barra da alva se doura
- "oura-ouro" na bateia (batéis! )..: filão )

Vi Verlaine
embriagado
consoante saiu do bar
- do bar dos bárbaros
que esquecem-se da vida
consumindo drogas :
álcool ( etanol )
absinto em cafés...
tabaco

- tabaco para tabagista
que daí se vai ao tabagismo
( e daí, diria meu progenitor
já bêbado de entornar o luar em lagar ao chão )
"iluminando" doutrina não-iluminista de médicos e charlatães de sucesso
fiéis ao consumismo
na barca social do inferno
com Caronte
caro Caronte
odiento-odioso-odiável barqueiro
barqueiro para o inferno
levando o cínico filósofo Menipo
personagem da Menipéia
ao Hades
assim como levou Orfeu
empós a amada morta...
( Ópio vem de papoula
- de ódio de papoula
para se defender
de predadores?!
ou o ódio advindo da papoula
ocasiona tamanha repulsa ao homem comum
que o vernáculo não registra
e consequentemente nem percebe
nenhum contexto para ódio
- para por na botânica
na fitologia-fitoterapia-fitogenia
ou na farmácia que esse ódio cozinha
quando é tóxico o caldo
e tece com dedos de avó
quando o período de tempo na tabela periódica de Mendeleev-Mendeleiv
dá como rescaldo manso o remédio
no balouço ao ritmo do tempo do "pharmacon" )


A cá passava-passará
com a passarada
em companhia a passo do passaredo em canto de aedo
- a cá passará um poeta Verlaine
um mendigo qualquer
errabundo pelos cantos imundos do mundo
- sórdido mundo
que se ri do cínico filósofo
contorcendo-se em dores de parto
( alegórico parturiente é o poeta-filósofo
sem filho da mãe
que se esqueça no boteco
em outro espaço para corpo genético
até que a vida passe
com seu cortejo de dores atrozes
e o poeta nem veja o barqueiro chegar
às margens do rio Lettes
para lhe tomar a vida
junto ao último gole
de rum ou cerveja
vinho aguardente de cana...:
O copo com a bebida alcoólica
é um rio lethes imenso-imerso
mais extenso que o Amazonas
( imergido em sangue
dentro do corpo fechado ao universo fora
- que passa fora
mas entra dentro do corpo
e devassa a alma )
ou é um rio não-letes
que passa rente ao Cairo
- e ao berço da noite
com estrela álacre-árabe
no céu para a ordem mendicante
dos são-franciscos das orlas do rio
capuchinhos pervagantes
outros devixes rodopiantes
- todos tontos filhos das ervas e das estrelas lácticas
da via láctea
com o laticínio extenso-plantado na planície-planalto do olhar manso
- em minueto de Mozart )

Por ali passou um Verlaine
lúcido Lúcifer
sem crenças no amor imaginário dos incautos
que não logram passar
intelectualmente
a quadra da infância
e destarte ficam com intelecção prejudicada
incapazes de "inteligir" o mundo
interagir com a realidade brutal
num mutismo social
que leva séculos em pó
sobre os escombros de Pompeia e Herculano
cobertas-sujas dos resíduos do Vesúvio enfurecido
pois convivemos num mundo social-linguístico-simbólico
de geografia esquecida na geopolítica
dos senhores do mundo humano
que põe a pensar cientista políticos
pensantes-remunerados pelo capital-não-de-Marx)
- sobrevivemos num mundo para tartamudo intelectual
o qual ensina gestos infindos
para se repetir à exaustão dos músculos
e das musas cuneiformes e belas
deitadas na cama da escrita
em relvado que fita o dossel
a caminho estonteante do céu
em azul espiral
espiralado nos movimentos das borboletas
e da garça alva que casualmete corta a nuvem branca
e nubla o céu anti-plúmbeo
- anti-chumbo que perdeu o latim
na voz do homem
mas não no tinir da matéria

Logo ali passará outro Verlaine
( em blau com a abóbada celeste )
a meio-caminho do fim
do homem
que vai pensar
no jazigo
pois quem pensa em vida
continua a pensar em morte
sem encéfalo-vísceras-medula-espinhal-raquidiano...
- um pensamento visceral sem energia
fundado na simbologia-desenhada nas figuras geométricas
que pensam por si
sós
assim como Verlaine ao túmulo
e Mendeleev-Mendeleiev
( Os impensantes
- os que não pensam
não pensam já em vida
- apenas penam a pena de viver
pensando ou não pensando
pondo ou não o ser no mundo
vivendo o amor
a paixão desvairada
ou tão-somente uma farsa com Rimbaud
- outro menino tumular
entre o conde Drácula
e o sangue febricitante
de quem vive
e vai falecer
no padecer do corpo
que é um morto-vivo
todo o tempo
até a decomposição final
após a modorrenta-lenta
decomposição do macróbio
que padece a morte em vida
paulatinamente
até se chegar ao fim do paul putrescente-putrescível
nada cível
misantropo
porque os homens são asquerosos
e as mulheres farsas de comediógrafos ligeiros-brejeiros
excepto se o amor
as apanhar de surpresa
assim como faz com um menino
- uma menina linda....
um poeta louco
um demónio erudito
um sábio distraído
um frade ou monge despojado
- um ser desarmado
sem arsenal atómico
- que o bélico funda a raiz no medo e no ódio
mas o belo planta botanicamente seu radical
na taquicardia
que desperta a bela adormecida adrenalina
o cortisol...
as deusas-deuses vegetais
- vigilantes e vegetativos
nos sistemas nervosos simpáticos-parassimpáticos-somáticos
em ação de aceltilcolina...
a irrigar o corpo anatômico-fisiológico
que o corpo do homem é uma guerra química
vencida a final pelo diabo
cm suas legiões de germes romanos
- bactérias romanas
nada romanescas )

Acolá vivia o poeta Verlaine
numa casa de louco
varrida pelo vento
e pelo tempo-anaeróbico e aeróbico
quando pousado no pó dos corpos
posto em anatomia-fisiologia
até a tanatologia
desconstruir o corpo mais belo
de uma mulher
com Rodin de escultor cruel
aprimorando rugas e rusgas severas

Em algum lugar da terra
( ou da Mancha?)
vivia um poeta Verlaine
de triste sina
curvado pelo peso da solidão
- cercado entre alcateias
preso entre leões
qual o profeta Daniel
na cova do leão
- que querem leões
para pluralizar o singular
- mas ainda vive!
ao menos aqui
dentro de mim
como um hospedeiro
que faz bramir o tempo
dentro de mim
que estou ainda com o corpo
boiando na água
sem afogar no rio
- São Francisco
verde-grande-Nilo-Tejo-Tâmisa-Reno-Danúbio-negro
ou numa ribeira
arroio
rocio
pio
de ave
pernalta
- quase nauta
na fonética
em pauta
musical
para valsa
com Chopin
Chaplin
flautim
spin...
Fim

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

MUTAÇÕES - verbete wikcionario wik dicionario verbete etimo etimologia verbete o lexicografia terminologia cientifica nomenclatura jargão

A ciência não e exacta, mas a linguagem da ciência, na matemática, sim,
quando considerada sem a relação com o objecto natural, que não é o
mesmo objecto de linguagem. O objecto de linguagem da ciência diverge
do objecto externo à linguagem. A exactidão matemática somente é possível
no ambiente hermético de um sistema de linguagem matemática-algébrica
ou no campo conceitual.
Sem a relação com o exterior ( natureza ou realidade ) a matemática,
enquanto linguagem ou código, é exacta;todavia, quando se relaciona ou
se exterioriza no encontro com o objecto focado no exterior, não é exacta,
sofre ajustes das mutações objectivas em natureza viva, ambulante e
não-pensante. Sofre do mal do "impensar", ou seja, do pensar o nada
enquanto concepção óbvia do conhecimento e do desconhecimento.
Existem, na ciência, dois objectos : um intrínseco e outro extrínseco à
linguagem ou código de comunicação ( comunicação ao pensamento interno
e externo nos pensadores e nos pensamentos sem os pensadores, ou pensamentos sem pensantes, algo aparentemente inconcebível, algo assim como um continuar a pensar
após a morte, no jazigo, um pensamento no escuro e sem cérebro ativo : um pensar-penar
com um pensador morto ou sem nenhum pensador ; um pensar só, só-consigo o pensamento
ou : o pensamento pensando sem o pensador, a prescindir de pensador, dispensando-dispersando o filósofo e o sábio, acolhendo o morto. Um pensador sem o o pensador de Rodin a rondar ou a fazer a ronda, a circunvolução ao objecto dado ou não dado ).
Aliás, a ciência está toda na linguagem e não se dirige de fato aos
objectos externos ( fenoménicos, naturais, reais), mas somente atende
aos objectos internos, que já trazem sem si sua finalidade ou objectivo.
Não interage com objectos de fato, mas de direito. O direito mostra
esta faceta da ciência, porquanto o direito, que não é apenas mais uma ciência,
porém uma das muitas facetas da ciência na sua relação com objectos
internos e externos, separa fatos e atos quando nomeia ( nous) ou dá inteligência-noética,
que é um redundância ( mas vivemos de fazer redundâncias nos círculos, esferas,
circunferências, pondo-as em ser nas esferóides, ou ideias formais ( formas "geometrizadas"
esfera ou círculo ou circunferência, grosso modo ), quando distingue direito e fato, sendo o direito
ato mental, que dá no fato jurídico, desenhado em hipótese de incidência e o fato algo que decorre dos atos do homem ( originados no pensamento-sentimento ) ou da natureza e que estão fora do campo de abrangência do direito ( ou ato pensado hipoteticamente, antes de ocorrer a subsunção legal) e não são ato jurídicos ( do direito ) se não previsto em lei anterior ao ato, que se torna fato
na história ou narração.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

PROGÊNIE - lexicografia wikcionario wik dicionario lexicografia verbete glossario etimo etimologia terminologia cientifica nomenclatura jargão


As ervas entre meus olhos
e o ar a separar
e aproximar
olhos e ervas...
- Adicionado
a isto ( olhos-ervas)
o céu azul
em pedaços
parcos...
- a luz
uma nuvem branca
na intersecção olhos-sebe
e tudo o mais
visível-invisível
entre olhos e as ervas daninhas
- tudo que está no olhar
que cabe em ervas e ar
fogo e terra
- da terra tirada em punhado
ao rés-do-chão
ao rás do chão das ervas
esparsas
pelos ruminantes
no pasto do gado
e do gnu-órix-zebra-druiker-cefalofo...:
Tudo recolhido no olhar!
- dentro e fora dos olhos
e de mim que olho
e colho ( olho-colho ou :
- olho, logo colho
no princípio desviado em parábola
do pensar cartesiano
- de Descartes
em partes patéticas
"peripatéticas"
no discurso do método

A flor azul da erva verde
- limo
verde-limo
( laranja-lima )
lodo
verde-lodo
bacterial
e mais a nuvem a matizar o anil...
- Que anil!
de anileira...
( varonil?
feminil-pueril-sutil-til-vil-fabril-capril-fuzil-febril-flébil-fértil-covil...-do-bagre-salmão-marlin-anchova-robalo...)

As ervas trepadas ao muro escuro
cuja vida
está
entre a água que as humedece
( umidifica
suspendendo a vida delas ( e nossa! )
entre o fogo
o ar
a água dentro da erva
e a terra
que em companhia de água
roda em círculo a esfera do conteúdo
e faz o corpo da erva
- água e terra somadas
- somatizado dentro e fora
em química-eletricidade-física...
e gestos correlatos
em ondas magnéticas
gesticuladas em senóides
no desenho geométrico do homem
que pensa a vida
com Descartes-Goethe-Miró-Picasso-Modigliani...:
o melhor de nós seres humanos
nos artistas-poetas-filósofos
- sábios e eruditos
da vida e da tanatologia
em hermético ciclo
eterno anel
e anelar
eterno )

O sol a iluminar
e prover com calor
- amperagem para corrente eléctrica
e força química
- que faz a física incorporar
na mecânica energia
engenharia...
às ervas no balouçar do vento
e do olho plantado em erva daninha subida na sebe
- ou em olho-sebe
no ápice do olho-sebe

Ervas daninhas
não deixam a terra maninha,
maninha! :
esta segunda palavra
em glossário para "maninha"
era um verbete
da lexicografia
que me evoca a imagem de barro
de um Paulo barbeiro
elegante homem
em barbearia interditada pelo tempo
claro-escuro nas teias das aranhas
- viúva-negra....
( Paul-Paulo da Terra
um certo Paulo Gaya!
homem de tantas dores tamanhas
tomando as entranhas
as vísceras
- homem das dores
e dissabores!
- que assim sói ser o homem
( o filho de Gaia,
o pai, avô tataravô originário de Gaia
progênie de Gaia )
em dores e estertores
sobre a carne viva

em chagas de Cristo
em convulsão fatídica...

Oh! Nossa dor!
- senhora nossa!...
Nossa Senhora :
a dor é a senhora do homem
- de todos os homens vivos!
que vida é dor
demasiada dor
- dor física
moral
social
sexual
letal e tal...:
fatal
- O homem rola de dor
até a dor fatal

na derradeira batalha
sobre o Monte Armagedon
em Megido
com o cavalo baio
montado pelo cavaleiro amarelo
que ceifa a vida
- a semear a morte
a peste negra...
as sete pragas do Egito...
com Jezabel de amazona
sobre a égua a trotar célere )
Ah! Paulo Gaya!
que bebeu até morrer
- até a morte!
e também viveu ébrio
desabrido
no meio do bar
descansando em sonhos
derreado por mar onírico
de bar-barco
à barcarola
que desce o rio
cantante
nos cabelos longos escachoantes da cachoeira
aos borbotões
- que tange o canto a noite inteira
um semitom da escala diatônica
uma "surdina" abaixo do clangor dos galos
na rapsódia noturna ...
À noite
as ervas bóiam no azeviche das trevas
na Pinacoteca de Caravaggio
outro Miguel Michelangelo nominal )

A erva no cimo da sebe
com o fogo do sol
a envolver e cozer sua textura
humedecida com vida
- que é alma de água
( água é alma de vida
- vida de égua, girafa, elefante, gorila, flor-de-lis, lírio, ameixeira, cizânia, leão, tigre, pássaros e ornitólogos...
- ornitólogos e pássaros e mais : entomologistas, entomologia, ornitologista, ornitologia... )

E meu olhar a viajar
entre a erva e o ar
pelas ondas eletromagnéticas
da luz que treme
a tremelicar
no vaivém das ondas senoidais
que vão e vem em senóides-sereias
porque meu olhar
é o encontro da luz
com a substância no olho
que captura a luz
fotografa-a
retrata-a
no retrato a olho nu
desenhando pelo contorno do xadrez
- contornando a sombra e a luz
na viagem pela luz
entre o olho e a liana em sebe
Este tecido ou feixe de relações e funções
entre o céu em anil
a erva trepadeira ao calor do sol no zênite
e a luz que leva e traz ondas eletromagnéticas
entre a erva
o céu azul com nuvem branca
o ar que medeia os espaços
entre olho e erva
- este complexo é o meu olhar
em feitio de xadrez
pedrês-marimbondo...
com uma vespa
a voar nesse quadrante do universo
visto
olhado

O olhar é um viandante
com sua sombra e luz
em contorno
É uma peregrinação de elétrons
que faz o olhar
sustentar o anil do céu
no negro de fundo
- de um fundo à Caravaggio
raiz quadrada do xadrez
no cálculo integral do olho
( Cálculo diferencial
em binômio de Newton
nomenclatura binomial
e terminologia científica )

O olhar é um molhar
de treva em luz
e vice-versa
no verso
anverso
e universo
com as rimas
primas
das primas-donas
( A noite me faz evocar
a imagem de um Paul Verlaine
que passava por aqui
a caminho da madrugada
embriagado
entortando as ruas em alamedas-com-madressilvas
com sapatos para antípodas
e um certo "Paul" da terra
um paul local
que chamavam Paulo Gaia
- o qual a todos chamava
" maninha!" e "maninho!"
com a doçura de São Francisco de Assis
chamando a chama do fogo
- irmão!
num triste ai!
de dor de queimado
com queimadura grave
em grave-grau-grado-gradiente
A noite me faz lembrar
um poeta que passava aqui
- um Paul Verlaine que passava por aqui
ou por aí afora!
bêbado na madrugada leda
com rocio de rum
galo lavando o verso na lavanda
e o poeta incréu
a increpar o ceú
girando ébrio como o pião
- o pião desgovernado do menino
sem a ordem racional-sensível
imprimida pelo menino
ao giro em esfera
ou circunferência
do pião do menino... :
O menino que é
e sempre será
o primeiro e único
rei do universo
( O resto é céu e terras
que passarão
antes do fim do voo do passarinho ))

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

GLOSSÁRIO- glossario wikcionario wik dicionario glossar lexicografia verbete wikiquote jargão jergão nomenclatura binomial terminologia cientifica


As ervas entre meus olhos
e o ar a separar
e aproximar
olhos e ervas...
- adicionado
a isto
o céu azul
em pedaços
parcos...
- a luz...
e tudo o mais
visível-invisível
entre olhos e ervas
que está no olhar
( tudo recolhido no olhar! )
dentro e fora
de mim que olho
e colho
a flor azul da erva verde
- limo
verde-limo
( laranja-lima )
lodo
verde-lodo
bacterial
e mais nuvens a matizar o anil
- Que anil!
( varonil?
pueril-sutil-til-vil-fabril-
capril-fuzil-febril-flébil-fértil-covil...-do-bagre-salmão-marlin-anchova-robalo...)


As ervas trepadas ao muro escuro
cuja vida
está
entre a água que as umedece
e o sol que as ilumina
e dá calor
- amperagem para corrente elétrica
e força química
- que faz a física encorporar...
( ervas daninhas
não deixam a terra maninha,
maninha! :
esta segunda em glossário para "maninha"
era um verbete
da lexicografia
que me evoca a imagem de barro
de um Paulo barbeiro
( Paul da Terra
- um certo Paulo Gaya!
- de tantas dores
- homem das dores
e dissabores!
- que assim sói ser o homem
sobre a carne viva
em chagas de Cristo...
ó nossa dor!
- senhora nossa!...:
de todos os homens vivos!
- que vida é dor
- demasiada dor
física
moral
social
sexual
letal e tal...:
fatal
- até a dor fatal
na derradeira batalha
sobre o Monte Armagedon
em Megido
com o cavalo baio
montado pelo cavaleiro amarelo
que ceifa a vida
- a semear a morte
a peste negra...
as sete pragas do Egito...
com Jezabel de amazona
sobre a égua a trotar célere )
Ah! Paulo Gaya!
que bebeu até morrer
- até a morte!
e também viveu ébrio
no meio do bar
descansando em sonhos
derreado por mar onírico
de bar-barco
à barcarola
que desce o rio
cantante
nos cabelos longos escachoantes da cachoeira
aos borbotões
- que tange o canto a noite inteira
abaixo do clangor dos galos
na rapsódia noturna ...)

A erva no cimo da sebe
com o fogo do sol
a envolver e cozer sua textura
umedecida com vida
- que é alma de água
( água é alma de vida
- vida de égua, girafa, elefante, gorila, flor-de-lis, lírio, ameixeira, cizânia, leão, tigre, pássaros e ornitólogos...
- ornitólogos e pássaros e mais : entomologistas, entomologia, ornitologista, ornitologia... )

E meu olhar a viajar
entre a erva e o ar
pelas ondas eletromagnéticas
da luz que treme
a tremelicar
no vaivém das ondas senoidais
que vão e vem em senóides-sereias
porque meu olhar
é o encontro da luz
com a substância no olho
que captura a luz
fotografa-a
retrata-a
no retrato a olho nu
desenhando pelo contorno do xadrez
- contornando a sombra e a luz
na viagem pela luz
entre o olho e a liana em sebe
Este tecido ou feixe de relações e funções
entre o céu em anil
a erva trepadeira ao calor do sol no zênite
e a luz que leva e traz ondas eletromagnéticas
entre a erva
o céu azul com nuvem branca
o ar que medeia os espaços
entre olho e erva
- este complexo é o meu olhar
em feitio de xadrez
pedrês-marimbondo...
com uma vespa
a voar nesse quadrante do universo
visto
olhado

O olhar é um viandante
com sua sombra e luz
em contorno
É uma peregrinação de elétrons
que faz o olhar
sustentar o anil do céu
no negro de fundo
- de um fundo à Caravaggio

O olhar é um molhar
de treva em luz
e vice-versa
no verso
anverso
e universo
com as rimas
primas
das primas-donas
do canto
mas não do encanto
do cantochão

domingo, 5 de fevereiro de 2012

JADE - glossario wikcionario wik dicionario glossario etimo etimologia verbete o lexicografia terminologia cientifica nomenclatura wikiquote wikiq

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O mar azul
não azul
ser
não-ser
( azul-Monet )
O mar
cerúleo violinista ( catecolamina )
com violino celeste
com olhar a molhar de pássaro
e não de molho lacrimal
lacrimejante
em ultimato-azul...

O mar verde
não-verde ( verde de ver-de-jade-já )
de ser
e não-ser
verde-violinista
verde-violino
- um Stradivarius concebido ( com pecados! e pecadilhos )
por mãos-raízes de ervas daninhas

a não permitir a terra maninha
- minha terra sem sabiá
( sabe lá?!...)

O mar negro ( necromante mar!)
à noite com sinfonia de Joan Miró
em companhia de uns personagens rítmicos
algoritmos
mulheres à lua
entregues ao transe
do palor
- de um amargo amarelo
amaríssimo amarelo
alelo nos genes alelos
geminados e belos
nos olhos e madeixas de Nix
a deusa no escuro
- no mundo do qual viemos
e voltaremos
após breve interlúdio com Chopin
ao piano
em pianíssimo ( noturnos-em-turnos sem "rondó", valsa, mazurca, "polonaises" )
pio... ( em bitume nocturno...)
- pia a ave na nave da natividade
na abóboda da nave
onde se põe
os olhos em Maria Pia
à pia batismal
com olhos chorosos...
carregando a cruz da piedade
nos olhos que vão revirar
ou se virar para mirar a morte
que passa a galope no baio
que olhos vidrados
fitam silentes
selado o destino
(Ó Santa Maria!,
rogai...: Maria Rogai!...
nessa hora em que vai...
- o passamento!)


O mar grande
muita água
perdida-pendida em cor
é menor em dó
- em dó menor
que o coração
sob paixão incandescente...
nos olhos a pervagar
por um azul celestial
um verde herbáceo
um castanho de castanha de caju
- à caju e acaju
e um negro de apagar
o betume da noite
mesmo na lua de Joan Miró
- luar falciforme
à mão do ceifador
a mensurar a ceifa
e a colheita das primícias
ofertadas ao Senhor

Ah! os olhos vidrados no mar
aiinda a amar o mar
- de mar a mar
porque mar é amar

sábado, 4 de fevereiro de 2012

INCIPIENTE - verbete wikcionario wik dicionario verbete bulario lexicografia glossario terminologia cientifica nomenclatura binomial wikiquote

Alice no país das maravilhas
é leitura para crianças
gênios natos
e sábios inatos
( crianças são gênios
e sábios congênitos
congênitas
sem erudição alguma
mas cheias de graça e sabedoria do universo
- pois todos somos o universo
em "microscopiomia" ou micro-comiseração de Deus-pai
senhor dos exércitos
anjo do senhor
no dia do senhor
lavrado pelas relhas do profeta Isaías
em seus fatídicos oráculos )
Tirante estes supramencionados
seres que abrigam o amor da criança em coração escarlate,
o resto da população
não tem o poder intelectual para ler o livro
porquanto analfabetos em ciências da vida
- ciências congênitas-congeminadas
ocultas para a alma branca
lucíferas para a alma negra
a pervagar no vaga-lume errabundo
e no espírito soprado à arcanjo seráfico no pai de Assis
daquelas pobre almas piedosas ou ímpias
forjadas na fábricas de estultos em massa
- falida no direito das corporações empresariais
que forjam o direito à estupidez humana
antes de todos os nobilíssimos direitos humanos
originários de tão bom sono-sonho
- um pedaço do mel e hidromel onírico
na paz de São Francisco de Assis
e Santa Terezinha do Menino Jesus
arcangélicas figuras geométricas humanas-humanitárias
( A maior parte das pessoas
cursou doutorado e mestrado em estupidez
no decurso da existência chinfrim
que levam avante
banalizando tudo o que tocam
beócios-boçais
que não são
que nenhum humano é
mas representam no vivo do presente
único tempo sem câmara fotográfica
fotografia de daguerrótipo
e gramofone-fonógrafo-fonoaudiólogo
no gozo venéreo do "logos"
da logomarca-logótipo
( O ser humano broco
é um rei Midas-antípodas ou antitéticos,
vacinas sintetizadas...:
mas não anti-tétano-tetânica-rábica-varíola-hepatite-febre-sarampo-(timerosal)-mercúrio-apóstata-apostasia-hidrocarbonetos...
- sim anti-tutano-antígeno-imunidade-virologia-viral-profilaxia-hemofílico-hemofilia-éter-etílico-sulfúrico-luminífero-(função)...
anti-antílope-órix-(Oryx gazella)-gnu-gemsbok-camurça (cor couro)-bege-vexilologia-vexillum-vexila-heráldica-arminho-veiro...
anti-Antipas-lisonja-blau-argente-argante-arjante-sinopla-vert-esmalte-brasão-jalde-azure-blau-gules-vermilião-purpure-sable...
anti-tísico-histamínico-duiker-cefalófos-prostalglandina-córtex-medula-adrenal-quimiotaxia-gradiente-ciclo-oxigenase-enzima...
anti-albino-retículo-endoplasmático-organela-eucarionte-esquizonte-esquizóide-indolente-estóico-cínico-transtorno-transtornado...
anti-alpino-idiossincrático-empolado-absorto-fantasia-autocêntrico-articulado-compulsivo-altruísmo-misantropo-misantropia- licantropia- impermeável...
Anti-heresiarca?-assertivo-erotomania-voyeurismo-apelativo-autista-indolência-anorgasmia-inibição-excitação-coito-tabu-alusão...
Anti-tergiversar-Dâmocles-síndrome de Asperger-introspecção-anedonia-embotamento-afetivo-carpir-carpideira-sachar-sacho...
anti-etimologia-etimológico-logico-eurística-estardalhaço-heurística-diatribe-exegese-hermenêutica-dialética-simonia-sibarita...
pro-pez-mineral-betume-piche-bitumine-diatomito-porosa-absortente-sílica-frústulas-estratificado-precipitação-rocha-sedimentar...
pro-ativo-atica-acido-acidulado-alcalino-ph-espículas-vírus-viral-espongiárias-plepômeros-fotosfera-carbonato-porífera-esclerócito...
- o boçal é um rei Midas midiático destituído
com reinado usurpado pelo poder de outrem
embutido subliminarmente em doutrinas
marxista-leninistas-lenitivas-lenientes-adstringentes-candentes-incandescentes-indeiscentes... )
- mormente os pernósticos
que se julgam eruditos
quando o que fazem
é apenas se locupletar
amealhando bens
cargos e encargos
em sua peregrinação pelo ilícito
com a alma toda cheia de penas
de pavão-gavião-víbora-do-Gabão-anão-mamão-panteão-sansão-sanção-cormorão-...
no carnaval do arlequim de Joan Miró
e no arlequim em carnaval
de Pablo Ruiz Picasso
porém sem um vintém do lirismo infantil comovente
tocante-enigmático-paragmático-mirífico-portentoso-mavioso-pluvioso-"fluvioso"-...
do arlequim pranteado em sempre-vida-sempre-viva-alma
no olhar de Pablo Picasso
pintando o azul
- a calhar na água-furtado do azul e da rosa
em fase profícua
- com proficiencia
em sinfonia-sintonia com Joan Miró
- catalão à cata de vento no cata-vento
da rua dos cata-ventos
do poeta Mário de Miranda Quintana
que parodia a poesia do dia
e do dia-a-dia em fuga do tempo
- em contraponto heurístico )
As maiores autoridades em Alice
- Alice em "Wonderland"
são crianças ou poetas inequescíveis
( Crianças são poetas inesquecíveis!
que ficam nos fitando
por trás da luz da fotografia
assim como os poetas
( Mário Quintana! )
que nos acenam em versos
- já sem a vida em poesia
porquanto quem punha alma no verso
era o homem que vivia
a poesia em luz cintilante
na alva peregrina
e na noite no nanômetro imaginário
a mensurar o quase nada
nu no niilismo
Quem enchia do ar que faz a alma
passada por escrito no verso
era a mulher
a viúva da casa amarela do outono tonal
em Tom Jobim
maestro da poesia simples
com as pombas de Jesus
a revoar no campanário...
Ai! Dindi!...)

Por outro lado
os seres humanos que mais conhecem e sabem da sociedade
são os eruditos
os sábios que levam a vida da criança no berço da alma sã-sanfranciscana
do capuchinho
do carrapicho
dos filósofos e poetas
dos artista que conhecem Picasso
intimamente
em cada pincelada
- naqueles sábios eruditos
profusa e profundamente versados em simbologia
ciência cujo objeto
está firmado no amplexo do símbolo com o signo
( e não meramente no símbolo
como pensa o simplório
a menoscabar o simples
que pensa a pomba
em simples tatalar de asas
não-deltas pitagóricas ou senis
mas com asas na simplicidade de Jesus
e São Francisco que não era hera de Assis
- Assis era que era hera de São Francisco herbóreo
herborescente na barra que a alva cava na treva não incipiente )

No amplexo amoroso
de símbolo e signo
vem à luz de vaga-lume
obras da inteligencia natural
( gênios da natureza são isso
real e simbolicamente )
à poesia de Hesíodo
à geometria euclidiana
à ontologia grega
à fenomenologia
à ética e a noética
à dianóia
à política pensada em Platão geômetra...
- o infinito matemático posto no ser da álgebra
que esquadrinha a natureza
por ideia
nada eleata
filósofo
nada jônico
mar
Aqueles que morreram na infância
que abortaram a própria criança
em si melódico-pausado no interlúdio de Chopin ao piano de cauda
longa como a Cabeleira da Berenice
nos cabelos longos e negros-betume das trevas encaracoladas noturnas
- aqueles que abandonaram a criança maravilhada por tudo!
- a criança criada em si
por si ( bemol maior e menor
e não para as ditaduras sociais!
que se movem no âmbito estrito do direito
- e dos direitos humanos-poéticos-ilógicos em picos utópicos...)
Ah! a criança...
em si musical de musa
que esses-aqueles! supracitados
deram ao olvido
"estes" míseros seres liquidados
perderam a beleza
( o bonde da beleza e da historieta de Julieta
mesmo sem Romeu
que a cale ou lhe calhe à cotovia )
- "esses-estes-aqueles" entes desafortunados
perderam ou embotaram
o senso do belo
e concomitantemente
o contato
- o conhecimento da possibilidade da verdade
posta pelo ser interno
no mundo externo
e no universo subjetivo
pois o ser é um jato
que se lança de dentro para fora
e retorna voando para dentro
trazendo passageiros
até na cauda
na fuselagem
e nas turbinas sonoras
ultra-sônicas...
que traz a sapiência
e tempera a têmpera da existência mais pesada
do diletante
do voluntarioso
do temerário...
- Oh! aqueles pobres-diabos!...
( dos quais fui um
entre a plebe ignara! )
no vai e vem frenético
ansioso vaivém
no entra-e-sai dos botecos
bebericam o fel e o mel
com o fito de esquecer a criança
lúdica
em folguedos livres dentro deles
formando um belo dia-noite
xadrez à gelosia
onde Alice
está escrita
na literatura
ao espelho
com batom...