POEMA EM MULHER-WWW

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domingo, 16 de março de 2014

MUSAS, OH! MUSAS! - wikiwikdicionario verbete etimo

Ficheiro:Amazone Staatliche Antikensammlungen 2342.jpg
Meus pensamentos,
que são os pensares e pesares do ser humano
ilhado em um indivíduo,
um Robinson Crusoé qualquer,

um Parmênides, um Zenão de Eléia,
dois ou mais Heráclitos de Éfeso,
um ou outro Saulo de Tarso,
com tarso e os ossos metatarsais,
o qual escreveu a Epístola aos Efésios
demudado em Paulo Apóstolo...
- esses pesares em elegia
e pensares em filosofia,
que vão à distância que vão 

os ventos vãos,
os quais vão e voltam
nos vãos dos vaus
e chegam até aonde aporta
a nau que os leva leves,

ultra-leves plumas,
grafados na poeira da luz diáfana,
fotogênicos que são,
- em tais pesares e pensares,

entalhados em madeira de lei,
deixarei, deitarei em signos,
que são atos mudos,
surdos-mudos,
realizados por mim por meio da escrita,
- atos que têm o teor de discursos
para capitães de longo curso,
de corveta e nau capitânea,
ou corsários e piratas incursos
na liberdade que livra e enlouquece,

ouvir na batida do martelo na bigorna
( batuque que abre um mundo novo!)
junto a flibusteiros
até vir a policia de branco e cáqui ou preto
jogar o vetusto xadrez do inconsciente demente

interrompendo a vida em liberdade
fora das patranhas sócio-políticas,
as quais criam e nutrem as patrulhas
dos cães de pequena monta intelectual
e indigência espiritual
que se escondem no xadrez do arlequim 
entre luz e sombra...por Caravaggio!
Por Micheangelo Merisi o Amerigh de Caravaggio!,
um mestre no  xadrez-arlequim das tintas...
um apaixonado violento, impetuoso...
um enamorado da vida em liberdade...
única digna de um homem, ó Libertina
( nome de toda sociedade ou comunidade
que sejam de homens e não abelhas!)...
 
Os signos assinalados à moda dos barões de Camões,

que cantou alto e bom som,
legarei aos leitores e musas(Oh!musas!)
encarregados do levante deles
pela via crúcis da mente

do mortal que tombou na tumba,
porém deixou a deusa ou mente,
serpente que se ergue no deserto da vida
tal qual cascavel ziguezagueante
nas areias do deserto mudo,
mudando duna a duna,
o que coaduna com o que dura
grafado, geoglifado, petroglifado ou hieroglifado
sobre objetos insólitos
e não sólidos,
os quais realizam a travessia
pelo universo natural  da química,
pois signos são mudos, tartamudos
que, entretanto, podem suscitar
os significados e símbolos nas vozes
das musas, dos homens 

ou dos instrumentos musicais
- e são  essas as serpentes 

que os erguem do limbo
ao solo do oboé ou violino,
em solo de solista humano,
quer seja soprano, tenor, barítono
a chorar em bom tom
com olhos postos
no orvalho da madrugada
que cai em solo
e cuja  cantilena é madrigal para besouro,
rumorejar de riacho que ri
para coleóptero oculto em madressilva,
todo iluminado,
buda que é
- no vaga-lume e pirilampo
em campo ancho
- no angico
que abre outro campo,
extra-campo verde,
com violonista enamorado,
ébrio da bebida da madrugada
iluminado por livros medievais (iluminuras)
e pirlilampos-budas em nirvana.

Meus cantos e discursos
terão "voz" e vez também
no silêncio dos olhos e da mente
de quem os lê,
pois empós as auroras
dos meus 96 anos de vida
a fala  deles será  falha mnemônica
que será apagada da memória,
bem como todo o resto
que ficar pela terra
- e que é terra
também em terracota,
que artefato somos
nas mãos e mente da cultura,

que nos mente e manipula :
e em soldados, operários, sábios ou reis
nos industrializam ou aculturam ou civilizam.
Contudo, não será no mutismo dos signos

e nos seus silêncios de prisões
que se dará o levante de minha voz

já em signos jacente,
mas máxime o máximo mágico 

do meu pensamento,
no DNA dos signos geoglifado,
que continuará ritmando
e cuspindo de si, sem boca,
sem nota musical ouvida em si,

bemol maior ou menor,
símbolos que são  serpentes

nascidas de signos,
pois o símbolo se mescla em carne

do verbo com o ser da víbora
que ziguezageia na areia tórrida do Saara,
o qual ara um camelo e um dromedário,
num oásis. Oh! Oásis!
- Quem sabe o que é um oásis?!:
o beduíno, um beduíno, o camelo,

que teima de não ser um camelo
e  um dromedário,
o qual, de fato,  não é o dromedário,
senão de direito,
na voz afiada da doutrina filósofica...
Entrementes, tudo isso passará
nos pássaros que passarão os céus,
ultrapassarão os sóis...
- Até que a língua da água
fale e cante
e desmanche os sulcos do código em areia
desenhados no Poema à Virgem por Padre Anchieta
encetando a erosão da língua!,
a final...
- antes que a cal
caia do caos,

caia o caos
e a nau
nade nua

sem nauta
até a praia
e deixe ao náufrago
a morte do homem,
a qual prenuncia o fim do tempo, 

a destruição do espaço
tal qual em uma fissão nuclear
de longa e longânima cadeia,
que medeia a Medeia,
a infeliz Medeia

de tantos prantos!

O canto em signos
não serei eu
nem minh'alma de gato,
todavia sim uma cerimônia do adeus
presidida pelos bardos
cobertos de  cardos, nardos, dardos, fardos...
quando o pensamento atravessar a pedra
em aporia à flecha de Zeno de Eléia.
Paradoxo. Paradoxo Zeno,
o Eleata que tinha o aceite de todos
menos dos seus pares da Escola Eleata.
( Durma-se com uma seta dessas
mirando seteiras, arqueiros
atirada célere por uma arqueira
- bela, cujos longos e bastos cabelos são a noite negra,
invadindo com trevas corpo e alma,
em salva de luz apenas na Coma da Berenice,
flecha lançada por uma  amazona
equipada com uma besta...
- uma besteira!...Mesmo porque
amazonas são entidades imaginárias,
seres do pensamento em sintaxe de lenda.
Não há notícia de amazona portando uma besta,
pois não as havia onde elas eram lendárias
e trotavam e galopavam em cavalhada
sobre as cavalgaduras,
as bestas de fato e de direito,
que somos os homens
de sexo masculino :xy).

( Para o Paralivro em projeto-projétil : Poemas em geoglifos para uma Ópera Bufa de Joan Miró representada no carnaval do Arlequim carioca com seu ziriguidum).

Ficheiro:Equipement.archer.png
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domingo, 26 de janeiro de 2014

PIRATAS, PIRATAS! - wikcionario wikdicionario

Todos ou quase todos
têm seu conforto
seu Paráclito
seu santo espírito
seu médico de confiança
no qual crêem piamente
no crédito do credo
do crido crível pelo crente
que crê no incrível
mas não no incréu.
Têm seu amor,  filho ou filha,
pai, avô, tataravó...
por quem julgam ser amados Jorge
ou Jorges Amados por Amandas amadas
- amapolas no campo de amapolas
de Monet vivo
na natureza natimorta.

Eu não creio em nada
mas na penúria de solidão de ilha
sou meu traidor
arguí intrigas contra mim
em foro íntimo
e nas coortes.

O judas que vegeta comigo
vendeu-me por trinta moedas
para adquirir o Campo do Oleiro, quiçá.

O Judas que tramou contra mim
que não é de Judá
também é Iscariotes.
O Judas que me entregou com o beijo da paz
ao Caifás que caiu do céu
foi o mesmo que posteriormente
traiu Jesus no horto das Oliveiras
em Getsêmani.

Todavia ninguém me atraiçoou
perante a lei
e a Justiça.
 
Ninguém viu
nem pode enxergar
com olhos de cegos
conduzindo outros olhos cegos
ao médico que urdiu minha morte
ao advogado que logrou me furtar.


Isso ninguém viu
porque a venda da Justiça
tapava-lhes o olho
- de piratas(piratas!)
na caixa de biscoitos
- piraquê
vendido no mercado
de Santa Maria
em latitude onde brota,
espoca e espuma
a torrente de um rio grande
que ribomba do sul.
Ribomba?!...

Ver para quê?!...:
- Para crer?!
Deixa de ser
credor da credulidade,
homem incréu,
Judas de véu
- e grinalda.
Judas desvelado
na aletheia do Juízo :
"Aletheu"!

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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

SINTAGMAS, SINTAGMAS! - glossario verbete




Nada, nem o pensamento,
que é algo como o ponto
e o segmento de reta,
ou seja, quase nada
posto e contraposto
a gosto e  desgosto
da geometria,
exprime a vida no vivente,
contente ou descontente
ilumina o sentimento de vida,
a sensação de estar vivo,
o frêmito inenarrável
de partilhar de tudo
que corre no universo
aonde nada,
voa, anda , corre, medita
o corpo vivo,
cheio de um  espírito
que roda o pneu na alma
pneumática na árvore
ao escorrer em látex
do tronco ferido da seringueira
e, posteriormente, de Charles Goodyear,
até encher de ar
ao pneu do bólido de fórmula 1
guiado pelos foles com ventos musicais
que animam piloto e automóvel
em matérias diferentes
mas com espíritos similares
aos lares de onde provêm
e vem a prover os suportes tecnológicos
entre as mãos da natureza e da cultura
que lutam em um cabo de guerra.
 Nada,  nem tudo o que o pensamento revestido,
 travestido de palavras e conceitos possa exprimir
expressa a sensação mínima de estar vivo:
a expressão, mesmo a dos maiores poetas,
filósofos e grandes escritores
e artistas que sinalizam a vida
por outros meios de simbolização e linguagens.
Nada disso chega perto da expressão da vida,
mesmo quando vivos e coevos
os autores e atores da vida
no seu berro em sintagmas(sintagmas!)
mais cálidos que magma.

Pegureiro, pegureiro,
o caminho do toureiro
sem eira nem beira
está mensurado pela jeira do campo
e pelo  lírio que ruboriza
o vale da torrente do Cédron,
por onde correu o Rei Davi,
por onde perambulou Jesus
em grande luz
antes de apagar-se na cruz
do lusco-fusco ao fogo-fátuo.

Pegureiro, pegureiro,
o caminho é ligeiro
e pisa nele a pisada
que pesa o caminhar
sem pesar de pé
de arameu errante
diáspora fora
sôbolos ribeiros de  Babilônia
por onde se achou Camões
quando em achas de vida
em combustão de paixão,
mas não nas hachuras
de uma professora que tive.

Evoco numa prece
que desce, cresce
e que diz,
ó perdiz,
perdida perdiz!,
que a força glicêmica,
motriz, matriz,
que chacoalha a vida
com o triplo de energia vital
do que a glicose é capaz
sequer de armazenar :
- Esta eufêmia é o amor :
explícita paixão
que arrebata o vulcão
e se organiza no orgasmo
que vai num átimo
da música de Buxtheude a Bach
no Órgão sagrado
onde se acha escondido em geoglifos,
mas queimando em achas de luz
para leitura dos sábios
e pastores apaixonados,
o opúsculo do organista de Sainte-Chapelle
e os ensaios em versos
com baladas,  romances, sagas e gestas
com perspectivas filosofantes
de poetas e novelistas genuínos
que foram organistas de sonhos
da Igreja de Santa Maria Novella
e a deixaram lá
em lá maior
esse frenesi de vida vibrante
cujo empuxo é o amor em flor
deixado deitado em campos de lírios amarelos
e fulvos no olhar
a que não falta ferro e fogo
retirados ao vale do ribeiro do Cédrom
e posto nos livros iluminados
dos Mosteiros da Ordem de Cister
aonde o sonho de Cristo
se retirou para dormir em paz
ao bimbalhar dos milênios.
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sábado, 28 de dezembro de 2013

ÁPICE(ÁPICE!) - verbete glossario

Doutrinas, teses, diagnósticos, conhecimentos, enfim, são interpretações, grosso modo, de vários tipos de expressões,  linguagens e  códigos linguísticos, e não-linguísticos, em signos ou com outras formas gráficas que se utilizem de símbolos, gestos, enfim, uma miscelânea signo-símbolo para uso de exegeta e hermenêuta de relevo, a qual sói ocorrer  nas matemáticas e outras ciências simbólicas, bem com em todas as interações humanas ou entre homem e terra e cosmos, as quais levantam perenemente hermenêuticas e exegéticas, ou exegeses, a serem contempladas  na prática quotidiana: doutrinas de campo ou para o campo levadas pelo sábio, pelo erudito, pelo mestre, pelo entusiasta, pelo filósofo e o cientista, dentre outros afins.
Tais práticas não contemplam, geralmente, oficialmente, canonicamente, a face da gnoseologia, cujo labor é dado às melhores inteligências, pois tal se dá somente quando a comunidade é formada e dominada, em sua maioria, por gente sensata, de preclaro senso prático na aplicação do conhecimento aos fatos e que, destarte, por essas virtudes colossais, entrega a prática e a teoria do conhecimento àqueles cujo mérito é por inquestionável, porquanto as inteligências aplicadas por pessoas cujo mérito é notório são motores essenciais ao progresso da comunidade humana, à sua riqueza espiritual, intelectual e material, enfim, blinda toda a sua economia com um sucesso perene. As economias são várias: economia politica, salvítica, de princípios, financeira, economia do amor. Economia são as leis("nomos") da casa("eco"). Toda ciência e filosofia é uma economia.
Essa prática abordada nos parágrafo anteriores é a mescla de fatos e conhecimentos levantados até o momento do agir, por diversos agentes e entregue aos sábios e engenheiros para envolvimento e desenvolvimento com a tecnologia, que é o fazer falar a ciência nos objetos ou artefatos da cultura. Um só questionamento inovador sobre qualquer vetusta doutrina já a pinta com outra cor enquanto conhecimento, gnosiologia. Já  estabelece definitivamente o matiz da dúvida com seu tom no amarelo-outono das coisas e teorias com folhas decíduas ou em queda de anjos sem pára-quedas ou rede sob o trapézio.
A prática não passa de repetição ritual do mito das doutrinas, função executada pelo homem comum ou o homem de inteligência limitada.Os gênios da natureza, ou filósofos naturais, inteligências nativas, sábios, eruditos, "experenciam"  a praxe, que é a doutrina do filósofo aplicada como engenharia social, política, semiológica, semiótica, metalinguística, sociológico, antropológica, espiritual, enfim;  mas não enquanto elemento de  alienação do homem, posta no mundo tão-somente como ato de pensar, não enquanto tese apenas, porém como superação crítica do pensamento do homem, que se pôs no mundo e impregnou as instituições, a cultura, a civilização; não se trata aqui do homem em sua alienação metafísica : o ato de filosofar e o ato teatral do filósofo, que representa  meramente uma alienação do homem, - o homem que é mais, muito mais que é o filósofo, mormente ao agir  no mundo com o pensamento e o corpo, engajado criticamente ao contexto que narra a história do momento e insere o homem pensante no ritual momentâneo e aparentemente acrítico de forma espontânea e livre: esta é a ação e atitude do homem filosófico ou de inteligência nativa, livre das peias das doutrinas e outras crenças , pois o homem livre do filósofo que é em contexto ( e somente em contexto, or necessidade alheia). Somente assim agindo e pensante o homem é a sabedoria  inata, o senhor de si e da terra e dos demais senhores, que se escravizam pelo barato. O homem livre, livre do filósofo que que dá a persona para clamar no anfiteatro,  não põe  simplesmente o pensamento doutrinário filosófico no mundo, pois este pensamento puro é a alienação do homem no filósofo e a alienação do pensamento no mundo social; pois este pensar  se exprime por meio de doutrina, no mundo; este homem liberto põe o próprio homem, a si mesmo, porquanto antecessor e criador do filósofo, o qual é um mero ator social, uma criação do poeta. Nisso não difere do homem, que  não é ator, conquanto atue, mas livre do papel escrito, que lhe cabe;  pois o homem é livre do daquilo que está escrito, quer seja n Corão, quer seja nos livros da lei, seus códigos e, em posse da liberdade, age, porquanto é o único  ser livre na natureza presa na pressa da brisa e da lira que cobiça por glória,  fama e riqueza na mão do poeta ambicioso.
A ação livre, liberta o filósofo de seu papel alienado de si, alheio a si, no mundo como pensamento de morto, ou vivo, mas focado numa personagem teatral social, política, pois traz a doutrina ao rés-do-chão, comunica-a ao homem comum, o qual é o ser alienado que, se libertado  da sua inconsciente ou cônscia alienação, pode e muda o mundo social ao seu talante e ao seu redor com a força inconteste da água que a tudo derriba em caminho de amotinada, pronta a desbancar uma Revolução pra Além da Francesa e outra Revolução para Além da Industrial. 
Aliás, a  Revolução Francesa é uma guerra à parte, enquanto a  prática é imitação pura, arremedo; a praxe, criação, espontaneidade. A prática é a resignação à utilidade, a servidão à doutrina do utilitarismo inglês; a praxe a conjuração ( mineira). Os antigos filósofos gregos pensavam suas doutrinas e a punham imediatamente em praxe quotidiana. Haja vista os cínicos, os eleatas, os estóicos, os filósofos do Liceu e da Academia, creio, os pitagóricos, dentre outros. Os profetas hebraicos faziam o mesmo com seu proceder profético, o que leva a crer que conheciam as atitudes daqueles vetustos filósofos que uniam o inútil ( a filosofia) ao desagradável ( a imprecação e outros gestos teatrais exagerados, levados ao extremo, levados a cabo.Levados!!!).
Os seres humanos naturalmente inteligentes desenvolvem uma ou inúmeras doutrinas durante o transcurso de suas  vidas produtivas, doutrinas essas com fulcro é uma única ideia "platônica", a qual dá o seu ser ao pensamento do homem individual que a criou e desenvolveu e responde aos estímulos e sacolejos do contexto, cujo tecido é mui mutável, fato que faz dos discípulos do sábio, além de divulgadores e estudiosos do pensamento do homem são ( santo) banhado em rio de saber inato, um perene ato de colocar, recolocar e colar mesmo em contexto essa doutrina que atravessa os milênios na muda mão dos amanuenses que, não poucas vezes, a muda, modifica, reconduz ao contexto temporal, retira-a morta da teia da aranha antiga. Haja vista a doutrina de Jesus Cristo e Buda! - Toda a Bíblia! que prescinde de um novo passa-olho nos trechos revisitados pelo olho vivo e nu do bebê que lê Esdras.
No que tange aos homens de inteligência adquirida, não-nata, não-natural, como a do sábio, mas artificial, formada e fortalecida pela cultura, esses somente ganham de dom serem discípulos fiéis ( quando fiéis!) quando se limitam humildemente  apenas a dar sequência dialética ao seu pensamento bordado e constituído ao sabor dessas  doutrinas, as quais lhes emprestam o conhecimento limitado de quem não o pode produzir. As inteligências artificiais (artefatos culturais)  têm apenas  opiniões sobre tais doutrinas, pois não são doutos, nem tampouco ditosos eruditos, quando muito limitados eruditos, mas de imensa utilidade ao atuarem com humildade como  meros repassadores do que pregam os doutrinadores,  seres de inteligência inata que criam a mente ou desenvolvem o intelecto ilimitadamente todos os dias, da aurora à noite, até de madrugada, no fio do orvalho hialino que beira o arreio e da loucura e ao arrepio da demência descrita por Erasmo de Rotterdan e Michel de Foulcaut, ouvida na voz grafada em livros dos seus tempos.
Pensa-se ( e nem sempre é fato, mas ato de pensar, imaginar) que, tendo três homens envolvidos no ato do conhecimento, levantam-se três doutrinas, no mínimo, quando a inteligência nata dos indivíduos envolvidos é limitada ao invés de universal e vasta na cultura, pois a inteligência natural quando limitada não vai além de uma voz, não traz a polifonia encontradiça em Dostoievski e sábios geniais desse jaez, os quais evocam e criam inúmeras doutrinas tecidas em torno da doutrina-mãe ou mestra que envolve contexto e perene mutação de ritmo e rito, bem como mito, a fim de poder expressar as necessidade prementes e renovadas do mundo social construído por cérebros de vasto gênio nativo.
Todavia, quando os cérebros em interação são o médico, que clinica, o outro médico, cuja função é preparar o exame ou leitura do paciente por meio de aparato tecnológico e, por fim,  o paciente, se os três forem, como sói ocorrer, pessoas comuns, incapazes de averiguar uma doutrina,  senão sob leitura limitada e fundada mais em opinião que em doutrina, não haverá o levante de nenhuma doutrina; apenas se cuidará de opiniões falíveis, inseguras. Portanto, o que deveria (ria!) engendrar infinitas doutrinas, às vezes não dá senão uma trídua opinião de espião 007, centrada em  obediente opinião de bom moço-agente secreto de Hollywood; sendo a opinião algo mais leve que o pensamento, com leveza e até leviandade para com as doutrinas alheias ao seu chapéu, as quais "medram" no tempo e no homem, que é o tempo vivo, mas possuem o defeito crasso e crônico da solidão sob crânio. Inevitável!
A comunidade dos homens e sua cultura parecem destruir a consciência inata, a liberdade nata de pensar e, concomitantemente, mata no nascedouro, ao que parece, a inteligência natural, substituindo-a por escola, ou seja, por doutrinas alheias ao  cérebro que as  recebe e que as plasma em transplante como se fora sua ou seu coração valente de valete no poker a bater acelerado, mas em ritmo sadio de pandeiro e passista.
O saber do sábio nativo ( todo sábio é inato, congênito, não genético, nem genérico) é a natureza dada na baba do quiabo, na rebarba do diabo, entre  ente natural e o artificial, advindo a cultura e da natureza.
Entretanto, essa sabedoria não passa à tradição, nem sequer está na cultura do tempo; é um saber de alguns indivíduos desprezados pela comunidade científica oficial, um saber exclusivo e espontâneo, cujos sapientes são compungidos por lei, brasão  e armas ao silêncio em vida, coagidos com unhas e dentes do senhorio do tempo, os quais  fazem o povo crer que essa espontânea ( gaia ciência) é uma sabedoria irreal quando, em verdade, a sabedoria ou inteligência inata da nata dos intelectos jamais se torna oficial ou canônica, mas vem viger no apócrifo, pois há os homens sábios, "avis rara", versados na ciência e dotados ( superdotados) na onisciência do humanismo-iluminismo, os quais são seres humanos reais e se preocupam com entes humanos de fato, não com ficções ou grandiosas realizações de engenheiros da robótica; tais seres da ficção científica ou jurídica são tidos pelos visionários como Nietzsche como homens do futuro ( ou máquinas, submarinos em Júlio Verne, em outro verve), ou seja, seres ficcionais de um tempo que não há no presente ( nem pode!), nem haverá no futuro, que será presente tal qual o presente tempo de hoje, agora, pois o tempo é vital quando realidade e imaginário enquanto idealidade. O tempo é o deus vivo no homem em transcurso de vida :  Cronos, crônica são algumas de suas manifestações. Tempo é parcela de vida injetada no conhecimento, mas não no conhecimento dos homens, a erudição filosófica, artística ou científica, porém sabedoria, que é a prova da vida no conhecimento ou erudição artificial ( a ciência, tecnologia, filosofia) criada pelo ser humano em cultura, desenhada pela língua para falar, escrever, ouvir, calar ou dançar com signos e símbolos, esculturas no ar, no papiro, na pedra, na estela, no obelisco, no pensamento geométrico, etc.
Os escritores ou ficcionistas do tempo descrevem o homem em ficção enquanto ser do tempo futuro; abordam o inexistente ; o filósofo profundo, em contrapartida, põe este homem fictício na realidade do homem comum, o simples, o simplório, cuja realidade e idealidade é apresentada ao tempo ( presente) como animal de fábula : um ente humano ridículo e quase sub-humano que não logrou a provar os sabores da natureza e, portanto, por esta desfeita, não atingiu o ápice da condição humana que é  ser sábio, ou o provador da  natureza :  O degustador, o farejador, o observador astronômico, a olho nu ou vestido, o sentimento do tato, o ouvinte do vento que tateia a tez. Não um mero animal alienado nas fábulas que, "mutatis mutandis", são o pensamento, a filosofia, a ciência, as atividades intelectuais e físicas do ser humano íntegro, integral no sábio. "Ecce homo". "Homo sapiens sapiens", aquele que sabe que sabe  que sabe e que não sabe que não sabe : o sábio. O ser vivo que prova, degusta, mostra e demonstra a verdade, descobre a aletheia. Aletheia!
Existe apenas um homem : o sábio natural. Os demais, que provêm da cultura e lhes presta culto, são meras ficções : homens artificiais, artefato humanos construídos politicamente pelos instrumentos tecnológicos da cultura: língua, rituais,  artefatos, instituições... : o mundo do homem está fundado nessas duas interpretações intercambiantes, interativas.
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sábado, 14 de dezembro de 2013

ZOOTECNIA, ZOOTECNIA - wikdicionário wikcionário


Sou o homem da poesia
este que fala sozinho
com seus botões
com seus versos
pintados de signos,
pilhados em signos
com estofo de símbolos
em  escrita de escriba hipócrita
ou sendo sincero na senda
como o cerro e o sincerro
que encerra o certo na serra
na guerra, na terra.
O sincerro é para ouvir
por onde erro
o animal no cerro
e dentro do homem sincero
que se encerra no cerro
e vive inserto no sertão incerto
ouvindo o tilintar do sincerro
o qual  ouviu e ecoou o profeta indignado
ante tanta ignomínia!...
- Ante a anta
e antares
por cima dos ares,
mares, gares...

Há, por certo e perto,
o homem da medicina,
o da cúria, da bazófia,
da incúria, do coringa...
o homem de boa-fé,
de fé, já de pé
ante o dilúculo
com lúpulo
e este que escreve solitariamente
ou para a solidão e solitude grafa,
glifa o glifo : o grifo e o hipogrifo.
Grafo, gravo, desagravo o grifo, o glifo,
mas não deixo de ouvir o tinir do  grilo
que estrila do mundo natural
algo de criatura escondida
a cantarolar ao criador :
estado estando à sombra da alfombra...
escabelo de belo cabelo descabelado
da Berenice com sua coma
e espargir pelo céu
véu vetusto não cerúleo.

Sob a marquise,
ombreando com a pilastra,
faço subir uma coluna de fumaça
( fumaça de fumo, tabaco)
pela coluna que sustem a mole da construção,
pois sou homem
e o homem não é homem sem artefato.
( O homem é o homem,
a mulher a mulher
com a língua da cultura na boca
e na mente aculturada,
cultivada, cultuada, culta, em culto,
com a língua mordendo os dentes
com a lenga-lenga da cultura
que nos torna ridículos e geniais,
sábios e tolos).
No caso, o artefato é um cigarro
que dá pigarro ao médico
o qual  cantarola, em sua barcarola,
o védico do médico,
seu mantra, sua menta,
em contraparte ao que sobe do nariz
em meu espantalho
enquanto empalho a palha
onde se enrola o fumo,
fruto do tabaco
a caminho das cinzas
que o penitente profeta judeu
espalhou pela cabeça
depois que rasgou as vestes
num gesto violento de indignação
ante tamanha injustiça e opróbrio
que é a comunidade humana
também denominada "humanidade"
( Entrementes, o fumo se enrola no fauno
e a fauna é escuna que navega na flora,
vela à mezena.
O homem, a mulher,
é a escuna e a mezena na escuna
ou fora do nado da nave :
peixe em terra,
no rio ou no mar oceano).

Manhã cinza,
amanha a manhã cinza;
maninha manhã
para manha de maná
que não tem por cá
não sei porque.
Já, até enjoá, manacá tem por cá,
para lá e para cá da sebe com o cheiro
a se doar jaca e jacaré
em ré na partitura
de dia cinza.
Digo que dia cinza é zinco do diabo
e em céu cinza, seu cinza,
também diabo acho;
mas vida cinza segue, chuva cinza má
bate na face do casario cinzento
sob os quais abrigo-me e abraso-me de gris
no grupo do grou
pelo campo do oleiro...
onde me agacho, fumo um cigarro
e olho a chuva cinza
porquanto sou o homem cinza
que o gris engrola na língua do grou e grua crua
enquanto evola meu ser em fumaça
de sonho que não vingou
nos caminhos dos ares
com pés de vento,
pés de araruta no ventre,
cabeça de vento
no pente
e rota ruta de fruta
que se furta
em furta-cor
para ser  frugal
e fuga do frugal
no frugívoro
que devoro
no ato do coro
do teatro grego
sem grego
ou prego
para martelo
da bruxa
ao pé da cruz
de Jesus
morto
no horto
e ortográfico
nos evangelhos
em exortação papal
na encíclica "Evangelii Gaudium"
de um puro Francisco
de límpido olhar franciscano
em Companhia de Jesus.
( "Meu olhar é  nítido..."
no girassol do campo e do monte,
pastor apaixonado,
eremita sem sua enamorada
- minha girassol
que gira até lua
no girar do girar
e girar...  do pião!, rufião...

ó rufião, vide rufião em zootecnia!) Zootenia.

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